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Meta de inflação pode abrir espaço para juros menores | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A confirmação da meta de inflação de 4,5% para 2007 e a fixação do mesmo índice para 2008 deve garantir espaço para alguma redução das taxas de juros, segundo analistas financeiros ouvidos pela BBC Brasil. Os valores foram anunciados nesta quinta-feira pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, depois de reunião do Conselho Monetário Nacional. Na avaliação de economistas do mercado financeiro, a meta não é ambiciosa e, por isso, pode ser atingida sem exigir taxas de juros elevadas. “A meta é realista”, disse Paulo Leme, diretor para mercados emergentes do banco Goldman Sachs. “Para a política monetária, isso quer dizer que ainda existe um espaço de corte de juros, apesar de ser um espaço limitado.” Ajuste fiscal Segundo Leme, "uma meta de 4,5% não significa de maneira nenhuma que a inflação não possa estar abaixo de 4%”. “As pessoas se esquecem que a meta de 4,5% inclui uma banda de mais ou menos dois pontos percentuais. Este ano a inflação provavelmente vai estar muito abaixo da meta, abaixo de 4%." Leme observou ainda que apesar da inflação em queda, o governo optou pela continuação da meta de inflação de 2006, “porque sem um ajuste fiscal mais profundo e de melhor qualidade, centrado em cortes de despesas, os riscos e os custos de partir para uma meta mais ambiciosa, ou seja, abaixo de 4% ou 3,5%, são muito altos”. Na opinião de Nuno Câmara, chefe de pesquisa de mercados emergentes do banco de investimentos Dresdner Kleinwort Wasserstein, “a meta nesse patamar é crível e não algo muito ambicioso, o que poderia gerar uma expectativa de que ela seria difícil de ser alcançada”. Câmara acrescentou que dada a melhoria dos fundamentos macroeconômicos brasileiros, “a aposta do mercado é que num futuro aumento de juros, quando ele ocorrer, a magnitude será menor”. Juros americanos Com relação ao aumento de 0,25 pontos percentuais na taxa de juros dos Estados Unidos, anunciada nesta quarta-feira, Câmara disse que “até que haja uma convergência maior de opiniões sobre a política monetária norte-americana, haverá espaço para volatilidade”. “Mas não acredito que isso terá grande impacto na economia brasileira”, disse. Paulo Leme acrescentou que “a dúvida (sobre o aperto monetário americano) é muito mais para agosto, na próxima reunião do Fed (o banco central americano)”. “Toda essa volatilidade que afeta o câmbio e dificulta a projeção da inflação, é transitória. Portanto, usando a idéia de que num regime de câmbio flutuante, os países podem manter ciclos monetários independentes, essa é a mensagem que o Banco Central está dando para o mercado. Que o Brasil, independentemente da política monetária do Fed, vai seguir com o seu corte de juros.” | NOTÍCIAS RELACIONADAS Lula segue política econômica de FHC, diz diretor do FMI26 junho, 2006 | BBC Report Brasil 'tem espaço para cortar juros até 2007', diz secretário20 junho, 2006 | BBC Report OCDE mostra desempenho fraco do Brasil09 de junho, 2006 | Economia | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
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