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Clima de revanche contra França irrita Cafu | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A poucos dias da partida contra a França, pelas quartas-de-final da Copa do Mundo, o capitão da Seleção Brasileira, Cafu, reagiu com irritação ao clima de revanche que cerca o jogo, que será realizado no próximo sábado, em Frankfurt. “Não existe clima de revanche. Nós estamos tentando desviar de um assunto, e vocês estão batendo a tecla em cima dele”, afirmou o lateral, cercado por jornalistas que insistiam nas perguntas sobre a derrota do Brasil na final da Copa de 1998. “Precisamos desviar essa tensão de que o Brasil tem que ganhar de todo jeito porque perdeu em 98”, acrescentou Cafu. “Em 98, o Brasil foi vice-campeão e a França foi campeã. Em 2002, o Brasil foi campeão e a França não se classificou (para as oitavas-de-final). São duas gerações completamente diferentes.” O atual capitão da Seleção Brasileira é um dos sete jogadores que devem disputar a partida do próximo sábado e estavam em campo no jogo de oito anos atrás. Além de Cafu, Roberto Carlos e Ronaldo, pelo Brasil, e Barthez, Thuram, Zidane e Vieira, pela França, disputaram a decisão da Copa de 98. Dida, Zé Roberto e Emerson, agora titulares da Seleção, estavam no banco de reservas há oito anos. Entre os franceses, os atacantes Thierry Henry e David Trezeguet também estavam presentes naquela partida, mas não chegaram a entrar em campo. Hoje Apesar de boa parte dos jogadores da atual Seleção Brasileira não ter jogado na final de 1998, Cafu admitiu que a lembrança da derrota por 3 a 0 para a França ainda é viva na memória dos brasileiros. “A maioria do grupo viu aquele jogo, sabe da importância que teve aquele jogo”, comentou o lateral. “Mas foi um jogo que passou, e a gente tem que pensar na França de hoje, e não na França de 98.” Passada a irritação com as recordações forçadas, o capitão do Brasil procurou destacar a força da equipe francesa e os riscos que a Seleção terá pela frente no próximo sábado. “Brasil e França são duas escolas completamente diferentes, já que eles jogam só com um atacante, mas são duas grandes seleções”, avalia Cafu. “São duas equipes que jogam de igual para igual, e isso faz com que o futebol fique mais bonito.” Na opinião do lateral, assim como já ocorreu no jogo contra Gana, na última terça-feira, os jogadores do Brasil terão de ter paciência diante da França para não cometer erros e aproveitar as oportunidades de gol que aparecerem. Dono do recorde de maior número de partidas disputadas com a camisa da Seleção Brasileira, Cafu vai completar no sábado a marca de 150 jogos pelo Brasil. Na expectativa por uma vitória o capitão aposta no poder de superação dos brasileiros. “A gente tem que estar sempre se superando e procurando algo mais”, afirmou Cafu. “Se a gente conseguir passar, é mais um jogo que nós superamos e mais um passo grande para a nossa classificação.” |
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