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Atualizado às: 28 de junho, 2006 - 17h13 GMT (14h13 Brasília)
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Exército dos EUA quer ultra-som para curar ferimentos
Soldados americanos no Afeganistão
A nova tecnologia poderia salvar vidas no campo de batalha
O Exército americano está desenvolvendo um equipamento portátil de ultra-som para detectar casos de hemorragia interna e cauterizar as veias danificadas durante o combate.

A possibilidade de tratar soldados que estão sangrando internamente ainda no campo de batalha evitaria muitas mortes e amputações, já que grande parte delas ocorre devido ao tempo perdido na transferência dos feridos para instalações cirúrgicas.

O aparelho que está em desenvolvimento usaria primeiro o ultra-som como serviço diagnóstico para localizar a hemorragia, depois aplicaria um raio de ultra-som intenso nas áreas atingidas para estancar o sangramento e iniciar o processo de cicatrização.

Equipes rivais

O programa de Coagulação Acústica para Hemorragia Profunda (DBAC, na sigla em inglês) é financiado pela Agência de Pesquisa Avançada do Departamento de Defesa dos Estados Unidos.

Duas equipes rivais assinaram contratos com a agência para desenvolver a tecnologia – uma liderada pela multinacional Philips, e a outra, pela empresa de Seattle AcousTx Corporation.

Juntos, os contratos atingiriam a cifra de US$ 51 milhões (aproximadamente R$ 114 milhões) pelos próximos 4 anos.

Desafio

O maior desafio do projeto é conseguir fazer com que a tecnologia possa ser operada por qualquer um com um mínimo de treinamento.

“Essa é uma iniciativa muito séria. Esses grupos estão trabalhando para produzir um sistema autônomo que qualquer soldado, ou qualquer pessoa que estiver próxima, possa operar numa emergência”, disse Lawrence Crum, engenheiro que faz parte da equipe liderada pela Philips.

Até agora, apenas médicos e técnicos qualificados fizeram este tipo de procedimento com sucesso.

“Se uma dessas empresas conseguir produzir o equipamento, ele poderia se tornar algo como o desfibrilador (externo automático). Isso também foi um grande desafio e, agora, todo mundo tem um. Eles já estão até vendendo o equipamento para uso doméstico”, afirma Crum.

Em aproximadamente um ano e meio, os protótipos serão testados na Universidade de Stanford, na Califórnia.

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