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Atualizado às: 21 de junho, 2006 - 12h55 GMT (09h55 Brasília)
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Iata não garante mais passagens da Varig

Avião da Varig
Companhia está de fora de câmara de compensação da Iata
Empresas aéreas não têm mais obrigação de transportar passageiros cujos bilhetes foram emitidos pela Varig, segundo a Associação Internacional de Transporte Aéreo (Iata).

"Um passageiro que tem um bilhete endossado pela Varig não deveria esperar ser transportado por uma outra companhia", afirmou à BBC Brasil o diretor de Comunicações da entidade, Anthony Consel, de Genebra.

Questionado sobre a situação de brasileiros que estão no exterior neste momento com bilhetes emitidos pela Varig para outras empresas, Consel disse que considera improvável que outras companhias aceitem transportá-los.

Ele ressalta que cada caso deve ser discutido com a companhia em questão, a própria Varig e a agência de viagem que eventualmente tenha emitido a passagem, mas insiste que considera "difícil" que as companhias aceitem passageiros da Varig sem a garantia de que serão reembolsadas no futuro.

A decisão está em vigor desde segunda-feira, quando a Iata suspendeu a Varig da sua Clearing House (Câmara de Compensação), organização pela qual as empresas podem quitar as suas dívidas com as outras.

Suspensão

Consel disse que a Varig foi suspensa depois de ter pagado apenas parcialmente a mensalidade de abril, mas não revelou o valor da dívida. O representante diz, no entanto, que a companhia continua sendo membro da Iata.

A suspensão significa também que a Varig não poderá mais emitir bilhetes endossáveis a outras companhias, o que significa que a empresa fica limitada exclusivamente às suas rotas.

A Clearing House permite que empresas atendam a clientes de outras e depois sejam reembolsadas. "Normalmente, quando um passageiro apresenta um bilhete endossável que foi todo pago à Varig, a empresa o transporta e depois é reembolsada, por meio da Clearing House."

Sobre o impacto da suspensão para a empresa, o representante da Iata diz que ela "restringe uma empresa a suas rotas, reduz a escala das suas operações e a impede de aceitar passageiros de outras empresas aéreas".

Questionado sobre se a suspensão tornaria a situação da Varig ainda difícil, Consel disse que a situação já é bastante complicada.

"Temos acompanhado a situação por seis, sete, oito meses", disse o porta-voz. "Temos que proteger as empresas (que estão na Clearing House)."

"Temos muitas empresas que não são membros da Iata e se associam a Clearing House porque é um método muito eficaz e eficiente de a indústria acertar o pagamento de dívidas."

Consel cita a suíça Swissair e a Sabena, da Bélgica, como exemplos de grandes empresas que foram suspensas da Clearing House no passado. Embora ambas tenham falido, o porta-voz diz que "não é extremamente incomum" que empresas excluídas da organização consigam ser restituídas.

Para tanto, a Varig teria de pagar todas as dívidas atrasadas. Consel diz que não está sendo discutida a possibilidade de expulsar a empresa da Iata porque a Varig continua pagando as mensalidades como membro.

As qualidades de continuar associada seriam, segundo o representante da Iata, seriam ter seus interesses representados no lobby feito pela organização e contar com todos os "recursos" da organização à sua disposição.

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