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Praias são próximas 'vítimas' do aquecimento global, diz NYT | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Nos Estados Unidos, o jornal The New York Times diz que as próximas vítimas do aquecimento global serão as praias já que são estas as primeiras áreas a ser afetadas pelo aumento do nível do mar. Um especialista entrevistado pelo jornal, o oceanógrafo Peter Howd, diz que um aumento de 30 cm ou 60 cm já seria suficiente para que "ondas, marés e tempestades tenham impacto nas praias, mangues e estuários que não alcançam hoje". O NYT alerta para os efeitos do aumento das temperaturas nas áreas costeiras dos Estados Unidos, densamente povoadas em Estados como Flórida e Califórnia. "Embora a maior parte das praias oceânicas do país esteja em processo de erosão, poucas jurisdições consideram o aumento do nível do mar no seu planejamento, e um número ainda menor incorpora o fato de que esse aumento está se acelerando", diz o NYT. "Em vez disso, eles se atêm a políticas que geólogos dizem que podem ajudá-los no curto prazo, mas serão insustentáveis ou até mesmo destrutivas no futuro." A solução sugerida por especialistas, diz o jornal, não é nada "atraente": a retirada gradual das costas. Etanol O jornal Financial Times, de Londres, destaca o recorde nas transações de etanol registrado na segunda-feira. O diário econômico atribui a alta do combustível produzido pelo Brasil ao aumento da demanda no mercado americano. O milho, principal ingrediente do etanol produzido nos EUA, também alcançou preço recorde, supostamente pela demanda do combustível. Por outro lado, o FT chama a atenção para a resistência que o etanol enfrenta nos Estados Unidos. "O aumento do preço tanto do milho como do etanol gerou polêmica entre alguns políticos uma vez que o uso obrigatório do etanol como um aditivo (previsto) pela nova lei de energia tem sido visto como um fator que contribui para os altos preços da gasolina", diz o FT. Segundo dados do jornal, o subsídio de US$ 0,51 por galão ao etanol tem mantido o preço do químico acima do da gasolina pura, "elevando o preço final à medida que mais refinarias misturam os dois para melhorar o desempenho do carro e reduzir emissões". Especialistas prevêem, porém, que os preços devem convergir nos próximos dois anos, com o aumento da produção americana de etanol. França O jornal francês Le Monde defende em editorial que destituir o primeiro-ministro Dominique de Villepin é a melhor forma de o presidente Jacques Chirac conter a crise política que toma conta do seu governo a dez meses das eleições presidenciais. Em um texto intitulado "Fim de Reino", o jornal lembra as baixas taxas de popularidade dos dois (27% de aprovação para Chirac e 23% para Villepin) e diz que a "crise de confiança" é ainda pior porque se desenrola no seio do partido governista, União por uma Maioria Popular (UMP). Villepin, que assumiu como chefe de governo há cerca de um ano, enfrentou uma série de contratempos, incluindo os protestos gerados pela Lei do Primeiro Emprego - da qual acabou desistindo -, um escândalo no qual é acusado de fabricar acusações contra adversários políticos e, agora, a polêmica em torno da privatização do gás que ele apóia. Seu principal rival nas pretensões presidenciais é o ministro do Interior, Nicolas Sarkozy, que é presidente da UMP e, como diz o Le Monde, "o número 2 do governo". Sarkozy, afirma o jornal, "deixa as suas tropas parlamentares desestabilizar Villepin um pouco mais a cada dia". Diante do seu enfraquecimento e do seu primeiro-ministro, sustenta o Le Monde, Chirac só tem duas soluções: mudar o premiê ou "se retirar". Bush na Europa Um dia antes da chegada do presidente americano, George W. Bush, a Viena, para uma reunião com líderes da União Européia, o jornal Die Presse, da Áustria, afirma que o antiamericanismo está em alta no país. Para o diário austríaco, trata-se de uma desgraça, já que Bush "moderou notavelmente a sua política externa no seu segundo mandato". Na opinião do Die Presse, os anti-Bush não percebem que o presidente americano "aprendeu com os seus erros". Aqueles que amam odiar os EUA, diz o jornal, não permitirão que a sua visão do mundo seja destruída mesmo que Bush "transforme a Casa Branca num ashram (retiro espiritual) e comece a cantar mantras da paz". |
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