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Recomendações à imprensa geram polêmica no Afeganistão | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Os serviços secretos do Afeganistão geraram polêmica entre os jornalistas do país depois da distribuição de uma lista de restrições ao que pode ser noticiado. As restrições incluem diretrizes para que as forças armadas afegãs não sejam mostradas como fracas e também para que não se critique a coalizão liderada pelos Estados Unidos. Muitos na imprensa do país vêem a medida, que não se aplica a jornalistas estrangeiros, como uma tentativa de cercear a liberdade de imprensa. O governo negou que tenha divulgado qualquer lista de restrições mas simplesmente um pedido para que a imprensa não "glorifique o terrorismo". Documento O documento de duas páginas consiste em uma lista extraordinária de exigências para a imprensa afegã. Críticas à coalizão liderada pelos Estados Unidos ou à missão da Otan estão proibidas. Também está proibida a realização de entrevistas com o que o documento chama de comandantes do terrorismo, ou mesmo filmar ou fotografar estes comandantes. Representar as forças armadas afegãs como fracas está proibido e também a publicação de entrevistas que tenham opiniões contra a política exterior do governo. O documento também instruiu a imprensa a não noticiar a respeito de atividades de militantes como ataques suicidas ou bombas perto de estradas como manchetes de boletins. A carta, conseguida pela BBC, tem uma indicação para que não seja distribuida ou copiada e foi entregue pelo serviço secreto no Afeganistão a jornalistas do país depois que estes foram reunidos em um encontro. Não se sabe qual nível de hierarquia sancionou a carta. Mas o escritório do porta-voz do presidente Hamid Karzai divulgou uma declaração rejeitando as informações de que o governo tenha divulgado instruções para a mídia local restringindo suas atividades. A declaração afirma que apenas pediu à imprensa que "tente não glorificar o terrorismo e não forneça uma plataforma a terroristas". "Este pedido é totalmente consistente com os princípio de liberdade de expressão e imprensa da Constituição", afirmou a declaração. Mas a imprensa do país reagiu, com muitas pessoas vendo o pedido como uma forma de intimidação ou uma tentativa de restringir a imprensa, que se expandiu e conseguiu sucesso no Afeganistão depois da queda do regime do Talebã. Novos canais de televisão e estações de rádio fizeram críticas ao governo. Uma agência de notícia disse que 95% de suas reportagens seriam proibidas se estas regras e regulamentações se transformarem em lei. | NOTÍCIAS RELACIONADAS Ataques do Talebã matam 30 no sul do Afeganistão19 de junho, 2006 | Notícias Otan afirma que vai dobrar tropas no Afeganistão08 de junho, 2006 | Notícias Cabul está sob toque de recolher após protestos30 de maio, 2006 | Notícias Ataques matam ao menos sete no Afeganistão23 de maio, 2006 | Notícias Ataque dos EUA 'mata 76 no Afeganistão'22 de maio, 2006 | Notícias Onda de violência no Afeganistão deixa 100 mortos18 de maio, 2006 | Notícias LINKS EXTERNOS A BBC não se responsabiliza pelo conteúdo dos links externos indicados. | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
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