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Atualizado às: 14 de junho, 2006 - 18h26 GMT (15h26 Brasília)
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Eufóricos, espanhóis desafiam o Brasil na Copa

Lance do jogo Espanha X Ucrânia
Goleada de 4 a 0 sobre a Ucrânia animou os espanhóis
A goleada de 4 x 0 sobre a Ucrânia, a maior até agora na Copa, provocou euforia nos torcedores da Furia, que até já imaginam o confronto com o Brasil nas quartas-de-final. E, com o resultado desta quarta-feira, desafiam o pentacampeão mundial.

“Ainda não apareceu time superior à Espanha nesta Copa”, anuncia o jornal esportivo Marca.

O comentarista da rádio Ser, Alfredo Relaño, concorda: “Por enquanto não vi ninguém que tenha mostrado melhor futebol do que a Espanha. O Brasil não demonstrou terror à Croácia como todos esperávamos e não há nada nesta Copa que nos impeça sonhar que desta vez vai dar”.

O resultado acompanhado de perto pelo príncipe Felipe de Bourbon (que esteve no estádio de Leipzig), e por milhares de torcedores na Espanha que lotaram bares, cinemas nos quais a partida foi transmitida e a praça de Colón, no centro de Madri, onde muitos molharam-se no chafariz para celebrar, acabou com um canto de confiança na seleção:

“Sim, sim, sim, nós vamos a Berlim”, em alusão à sede da final da Copa no próximo dia 9 de julho.

Confronto

A Furia, que jamais superou as quartas-de-final em Copas do Mundo, pode cruzar com o Brasil justo nesta fase. Um confronto que parece ter deixado de preocupar os torcedores espanhóis depois das estréias de ambas seleções na Alemanha.

“A Espanha tem uma espécie de dívida histórica em Copas do Mundo. Não temos uma cultura de seleção como vocês no Brasil. Falta uma grande conquista e isso acaba desanimando o público”, o editor do jornal esportivo As, Damián González.

Mas desta vez eu vejo mais possibilidades e confiança no técnico (Luis Aragonés) que não perdeu nenhum jogo com a seleção, dos 23 que leva como treinador e dos 11 como jogador. Ele acredita realmente, prometeu um futebol ofensivo, técnico e de toque de bola e mostrou contra a Ucrânia. Por que não pode ser desta vez?”, pergunta González.

Antes de viajar à Alemanha, Aragonés disse à imprensa que não estava preocupado com o possível confronto com o Brasil nas quartas. “Só digo que dos cinco títulos do Brasil só um foi ganho na Europa e eles não são imbatíveis. Se tenho medo? Medo eu tenho é de bala de revólver”, comentou o técnico espanhol.

A imprensa local, que hoje faz elogios à sua seleção com adjetivos como: “enormes”, “Espanha sensacional”,” seleção avassaladora”, “deslumbrante”, “começo espetacular” , “Espanha saiu para matar” e ameaças como: “que nos aguardem”, também lembrou da estréia do Brasil.

As maiores críticas foram para o atacante Ronaldo, mas a maioria expressou decepção com o futebol da seleção brasileira. “Cadê o jogo bonito?”, perguntou o editor do jornal As.

“O Brasil é o maior favorito ao título. Por isso todos esperamos sempre futebol arte e diversão. Os brasileiros pareciam que iriam intimidar a todo mundo e os croatas não se intimidaram em nenhum momento. É ruim reconhecer, mas nesse carnaval brasileiro está faltando o ritmo”, disse Oscar García, do El País.

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