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Atualizado às: 13 de junho, 2006 - 11h00 GMT (08h00 Brasília)
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Sob 'pressão', Seleção estréia na busca pelo hexa

Ronaldinho Gaúcho durante treino da Seleção na segunda-feira
Ronaldinho: "O favoritismo fica de lado"
O passado de vitórias e o reconhecido talento da atual geração de craques tornam a Seleção Brasileira a maior favorita à conquista da Copa do Mundo da Alemanha, mas colocam também uma carga extra de pressão sobre a equipe que estréia nesta terça-feira.

Com cinco títulos mundiais já conquistados, o melhor jogador do mundo na atualidade e um dos maiores artilheiros da história das Copas, o Brasil entra em campo para a partida contra a Croácia como a equipe a ser vencida no Mundial.

“A gente tem a pressão de ter de ganhar. Essa pressão vem de fora para dentro e, na verdade, acabou ‘contaminando’ o público brasileiro. Não se espera nada além da vitória”, reclama o técnico Carlos Alberto Parreira. “Isso põe nas nossas costas uma responsabilidade muito grande, mas estamos preparados.”

“O Brasil vai ter grandes dificuldades neste Mundial, com os adversários e com nós mesmos também, por causa da cobrança e da responsabilidade que colocaram em cima da Seleção”, afirma o meia Kaká. “Mas está todo mundo preparado e a gente sabe lidar com isso muito bem.”

Ciente de que um dos maiores desafios da Seleção na Copa é controlar os próprios nervos, o treinador da equipe tem procurado dividir o peso do favoritismo com outras equipes.

“Nós não temos obrigação de ganhar a Copa do Mundo. Quem tem a obrigação de ganhar é o time da casa: a Alemanha e outras equipes que estão aqui na Europa, jogando em casa.”

Vitória inicial

A Seleção Brasileira inicia a sua participação na Copa da Alemanha como atual campeã do torneio e tem como meta repetir a histórica conquista de 1958, a única vez em que uma equipe de fora da Europa venceu um Mundial no continente.

“Se há uma equipe que pode quebrar isso após tantos anos, esse time é o Brasil”, afirma Parreira.

Na opinião do treinador, a partida de estréia tem uma importância fundamental para as pretensões da Seleção na Copa. Por isso, Parreira tem declarado que uma vitória contra a Croácia seria um passo decisivo para a classificação do Brasil às oitavas-de-final.

“O mais importante dessa partida inicial é ganhar o jogo, independente da qualidade do futebol apresentado”, disse o técnico brasileiro. “Na estréia, é importante começar ganhando, até porque uma das equipes do nosso grupo começou ganhando. Então, a gente não pode deixar disparar.”

Além da Croácia, o Brasil tem Austrália e Japão como adversários no Grupo F da Copa do Mundo. Na segunda-feira, no outro jogo da chave, a equipe australiana derrotou o time japonês por 3 a 1, depois de ficar atrás no placar durante quase toda a partida.

O meia Kaká, que disputa sua segunda Copa, mas desta vez chega ao torneio como titular, concorda com Parreira e insiste na necessidade de uma vitória no início do Mundial. “É fundamental começar ganhando. Para a estréia, o que vale mais é começar ganhando”, disse o jogador.

Ronaldos

Principal astro da Seleção e eleito pela Fifa nos últimos dois anos como melhor jogador do mundo, o meia Ronaldinho Gaúcho diz não se importar com a grande expectativa em torno da sua estréia na Copa e afirma que a Seleção não pode ceder à pressão.

“O favoritismo fica de lado”, declarou o craque. “Se a gente não entrar em campo e se dedicar ao máximo, não vamos sair com a vitória.”

Campeão mundial com a Seleção em 2002, Ronaldinho afirma ter amadurecido e ganhado experiência ao longo dos últimos quatro anos, mas nega ter a pretensão de ser eleito o melhor jogador da Copa.

“Não tenho a preocupação de ser o melhor. Tudo isso nem passa pela minha cabeça”, diz o camisa 10 do Brasil. “Sei que, no mundo, existem muitos jogadores que estão em um excelente momento e são de um altíssimo nível. Então, isso não me preocupa.”

Além de Ronaldinho, a Seleção Brasileira terá mais uma vez a força de Ronaldo, artilheiro da última Copa.

Se fizer três gols no torneio na Alemanha, o atacante vai chegar à marca de 15 gols e superar o recorde do alemão Gerd Müller para se tornar o maior goleador da história das Copas.

“Ronaldo está motivado”, afirma Parreira. “Ele tem muitas coisas a fazer nesta Copa do Mundo e tem a oportunidade de quebrar muitos recordes.”

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