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Parreira pede solidariedade na 'Copa da saúde' | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O técnico Carlos Alberto Parreira afirmou neste domingo que a Copa do Mundo na Alemanha terá a força física como uma de suas principais marcas e disse que o sucesso da Seleção Brasileira no torneio depende da ajuda dos atacantes ao setor defensivo. “O grande desafio é fazer com que esses jogadores trabalhem um sentido coletivo”, avalia o treinador. “Todos têm que ajudar porque não podemos terminar só com Emerson e Zé Roberto no meio-campo.” “Só vamos à final se houver um espírito de solidariedade e cooperação entre a equipe. É isso que a gente tem que aprimorar e trabalhar durante a competição”, acrescentou Parreira. “Se a gente conseguir, dificilmente o Brasil não chega a uma final.” Ao lado do capitão Cafu, do atacante Ronaldo e do coordenador técnico Zagallo, o técnico da Seleção participou de uma entrevista coletiva em Königstein, na Alemanha, pouco antes do último treino da equipe na cidade antes da estréia no Mundial. Depois do treinamento, que teve como principal objetivo acertar o posicionamento tático da Seleção, a delegação brasileira partiria para Berlim, onde enfrenta a Croácia, na terça-feira, na estréia do Brasil na Copa. Saúde Ao avaliar as primeiras partidas disputadas no Mundial, Parreira diz ter confirmado a expectativa de que o torneio será dominado por uma marcação forte como resultado do período um pouco maior de preparação que as equipes tiveram neste ano. “Nós já tínhamos comentado que essa Copa, diferente das anteriores, seria a Copa da saúde”, afirma o treinador. “A condição física vai ser um fator fundamental. Já deu para ver isso em todas as equipes.” A partir dessa observação, o técnico brasileiro disse que a Alemanha foi a equipe que mais chamou a atenção nos primeiros jogos. De acordo com Parreira, os alemães demonstraram bom posicionamento, muita saúde e qualidade na estréia. “Foi um time que se impôs desde o início e tomou conta do jogo”, diz o treinador. “Não estou dizendo que foi a melhor seleção, foi a que deixou a melhor impressão, o que é diferente.” Assim como Parreira, o capitão Cafu reforçou a tese de que a “ênfase maior” durante o Mundial será na força física. Veterano de outras três Copas, o lateral disse que não espera surpresas na competição e que o título deve ficar mais uma vez com uma das equipes que já venceram o torneio. Ronaldo adotou o mesmo discurso ao comentar os favoritos do Mundial. Na opinião do atacante, as zebras da competição têm prazo de validade predeterminado. “O título, com certeza, vai ficar entre as equipes tradicionais”, arrisca o artilheiro. “Surpresas podem acontecer até as quartas-de-final. Depois, cada um vai assumir o seu lugar.” Sacrifício Na entrevista deste domingo, Ronaldo também procurou demonstrar que pretende acatar as orientações do treinador e colaborar com o sistema de marcação da Seleção. “O que o Parreira nos pede é uma ajuda, um sacrifício, da parte dos atacantes para ajudar o meio-campo na hora de defender”, afirmou o atacante. “Nós estamos dispostos a todo sacrifício para ajudar a equipe.” Questionados sobre os problemas exibidos pela equipe titular no treino coletivo de sábado, quando foram derrotados pelos reservas por 3 a 0, Ronaldo e Cafu destacaram a qualidade do elenco que permite ao Brasil ter talentos também no banco. Os dois reconheceram que os titulares se pouparam durante o coletivo e cometeram erros, mas acrescentaram que o treino foi útil para acertar a equipe. Irritado com as perguntas sobre a vitória dos reservas, Parreira disse que não se preocupa com o resultado dos treinos, mas admitiu que não gostou do que viu. “O importante é que houve erros, o treino não foi bom, mas não serve como julgamento para a Copa do Mundo”, afirmou o treinador. “Se repetirmos no jogo alguns erros que ocorreram, a gente não passa nem da primeira fase. Mas é evidente que isso não vai acontecer. Não tenho a menor dúvida.” Durante a coletiva, Parreira também confirmou o que os treinamentos já demonstravam: Rogério Ceni será o reserva imediato de Dida na Copa, e Júlio César, o terceiro goleiro. |
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