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Fifa 'esconde' patrocinadores de estádios | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O público que vai assistir à Copa do Mundo de 2006 na Alemanha irá notar que diversos estádios têm o mesmo nome. Entre as 12 sedes de jogos da competição, sete foram rebatizadas como "Estádio WM Fifa". É que a Fifa resolveu retirar, desses estádios, os vestígios de patrocinadores que não estão envolvidos com o torneio. Os estádios de Munique, Hamburgo, Frankfurt, Hannover, Colônia, Gelsenkirchen e Dortmund tiveram seus nomes modificados, uma vez que a Fifa visa criar "um cenário limpo" para seus 15 parceiros comerciais na Copa do Mundo. A federação internacional está removendo das arenas esportivas todas as logomarcas e menções às empresas que não estão entre os patrocinadores oficias da competição. Retirada Em Munique e em Hamburgo, os gigantescos letreiros posicionados do lado de fora dos respectivos estádios Allianz e AOL tiveram de ser retirados por guindastes. O estádio de Nuremberg também perdeu o nome de seu patrocinador e retomou sua antiga alcunha, Frankenstadion. No início deste ano, o banco alemão Norisbank investiu entre 8 e 10 milhões de euros para colocar a marca de seu cartão de crédito, easyCredit, no estádio com capacidade para 46 mil pessoas. Agora, no entanto, todos os emblemas e estampas com a marca easyCredit terão de ficar de fora do estádio até o final da Copa. A equipe HSV, de Hamburgo, teria gasto 500 mil euros para oferecer compensação financeira a seu patrocinador, a empresa de internet AOL, pela remoção de todas as referências à marca em seu estádio. Poucos foram os estádios que conseguiram manter seus nomes originais. Stuttgart, a cidade que sedia o grupo automobilístico Daimler-Benz, manteve o Gottlieb Daimler no seu nome, uma homenagem a um dos fundadores do grupo. O mesmo ocorreu com o Fritz Walter Stadion, em Kaiserslatuern, o Centralstadion, em Leipzig, e o Olympiastadion, em Berlim. Disputas Os direitos comerciais nos estádios e nas áreas ao redor deles têm causado muita discussão entre a Fifa e as cidades-sede da competição. A Fifa conta com um total de 15 patrociandores para a competição, entre eles companhias como Adidas, Coca-Cola e Yahoo. Cada uma das empresas está investindo cerca de 40 milhões de euros (ceca de R$ 116 milhões) para usar o título de "parceira oficial" da Copa do Mundo de 2006 da Fifa. Há também seis "patrocinadores nacionais" da competição, como Deutsche Bahn e EnBW, que pagaram 13 milhões de euros (R$ 37 milhões) pelo direito de uso do título dentro da Alemanha em anúncios comerciais. Controle rígido A Fifa na prática pagou pelo uso temporário das premissas dos estádios durante as quatro semanas da competição. Por conta disso, a entidade tem procurado não permitir a "infiltração" de produtos ou empresas que ponham em risco os lucros de cerca de 700 milhões de euros (mais de R$ 2 bilhões) que espera ter com a Copa do Mundo. "Nós vendemos exclusividade aos nossos parceiros e precisamos garantir que isso aconteça", diz Gregor Lentze, diretor de marketing da Fifa. Lentze reconhece, no entanto, que as exigências da federação foram "um choque cultural" para muitas cidades. A Fifa também tem negociado com autoridades locais para que elas impeçam a venda de produtos "não-oficiais" da competição em áreas próximas aos estádios. |
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