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Atualizado às: 29 de maio, 2006 - 20h15 GMT (17h15 Brasília)
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Barroso critica populismo na América Latina

José Manuel Durão Barroso
Barroso disse que UE é o mercado mundial mais aberto
O presidente da Comissão Européia, o português José Manuel Durão Barroso, criticou nesta segunda-feira o avanço do que ele considera “populismo” na América Latina.

“É um sinal negativo para o continente. Parece um filme que está voltando para trás”, afirmou Barroso em uma entrevista coletiva, sem citar nomes de líderes da região.

Ele disse ainda que “tem de haver uma integração regional maior entre os países e que o Brasil tem papel fundamental por ser uma democracia, um exemplo a ser seguido”.

Barroso lembrou que o Brasil mostrou sua boa vontade em ajudar a reconstrução e a democracia haitianas.

Sobre o Mercosul, Barroso disse que o bloco está “demorando a arrancar”. “Os países do Cone Sul não conseguem abrir seus próprios mercados enquanto esperam uma abertura global de mercado na Organização Mundial de Comércio”, acrescentou. Ele disse ainda que o Mercosul não atingiu um “ponto ótimo” de integração regional.

O comissário chega ao Brasil nesta quarta-feira, na sua primeira visita oficial depois de assumir o cargo mais alto do Executivo da União Européia. Trata-se também da primeira vez que um presidente da Comissão vai ao Brasil.

Encontro com Lula

Barroso, que deverá ficar três dias no Brasil, tem um encontro marcado com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e vai tratar assuntos de interesse comum à União Européia e ao Brasil, entre eles o acordo comercial de livre comércio entre Mercosul e União Européia (UE), subsídios agrícolas e a escolha do padrão de TV Digital.

O aumento dos gastos com armamentos na América do Sul, que atingiu nível recorde em 2005, também estará entre os temas.

Barroso disse ainda que, no momento em que os diálogos comerciais estão “ofuscados”, como ele próprio define, outros temas estarão em pauta em sua visita ao Brasil como meio ambiente, ciência e tecnologia, sociedade de informação e cooperação técnica bilateral.

O presidente lembrou que o Brasil é um parceiro estratégico e que a UE é o primeiro parceiro comercial do país, comprando 38% de suas exportações agrícolas - enquanto que os Estados Unidos são responsáveis por 6%.

Ele disse ainda que a UE é de longe o mercado mundial mais aberto para o país. “Recebemos muitas críticas dizendo que o bloco é muito fechado, protecionista e que não fazemos esforços para melhorar. Não é verdade. Não podemos acabar de uma só vez com nossa parte rural. Estamos diminuindo os subsídios agrícolas. E queremos fazer mais. Nós e o G-20 queremos avançar fazendo cortes reais e não virtuais”.

Sobre a TV Digital, Barroso não quis adiantar o que vai falar com Lula mas afirmou que julga “o modelo europeu o melhor e com mais capacidade de expansão do ponto de vista de transferência de know-how do que os dos concorrentes (japonês e americano)”.

De acordo com a Missão do Brasil junto às comunidades européias, uma reunião ministerial entre Mercosul e UE deverá acontecer ainda neste semestre, em algum país do Cone Sul.

Após a entrega das ofertas melhoradas da parte do Mercosul, na capital belga, em março, os europeus enviaram aos sul-americanos uma versão antes do encontro da Europa e América Latina, em maio, em Viena. O Brasil alega que a oferta apresentada pelos europeus não tem tanta diferença do que a já existente.

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