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Atualizado às: 22 de maio, 2006 - 14h25 GMT (11h25 Brasília)
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Novo premiê prevê controle iraquiano de província em julho

Tony Blair e Nouri al-Maliki
Tony Blair, em visita surpresa, participou de entrevista coletiva
O primeiro-ministro do Iraque, Nuri Al-Maliki, disse esperar que as novas forças de segurança iraquianas comecem, em julho, a assumir o controle militar do país, no lugar das tropas estrangeiras que patrulham hoje o Iraque.

"No mês de julho, nossas tropas vão assumir o controle em Samarra (província ao norte de Bagdá) e, até o fim do ano, esperamos que as tropas estrangeiras estejam apenas em Bagdá e Anbar", disse Maliki em uma entrevista coletiva em Bagdá, ao lado do primeiro-ministro britânico, Tony Blair.

O primeiro-ministro britânico – em visita surpresa ao Iraque – confirmou a intenção de reduzir o número de tropas estrangeiras no país, mas evitou se referir a datas, como fez o colega iraquiano.

Não ficou claro, durante a entrevista coletiva, se as tropas estrangeiras vão deixar o país na medida em que o controle de cidades for sendo entregue a militares iraquianos.

Blair disse que as tropas britânicas vão sair do sul do Iraque – a prinicipal área patrulhada por eles, que tem como um dos centros a volátil cidade de Basra –, mas que não há um cronograma de retirada e que "tudo vai depender das condições no terreno".

Blair foi a Bagdá oferecer apoio ao novo governo iraquiano, que só foi formado neste domingo, depois de quase quatro meses de impasses e discussões que se seguiram às eleições

Unidade nacional

O primeiro-ministro britânico disse que, agora, o Iraque está em um momento de boas perspectivas porque conseguiu formar um governo de unidade nacional.

"Agora, não há mais desculpas para os insurgentes", disse o primeiro-ministro, argumentando que a tendência é de que fique mais fácil para os militares estrangeiros saírem do Iraque.

"Se o problema das pessoas (iraquianos) é a presença de tropas estrangeiras aqui, eles têm que saber que é esse processo político que vai nos permitir sair", disse.

A popularidade de Blair na Grã-Bretanha está no nível mais baixo de seu governo e analistas apontam os problemas no Iraque como uma das grandes causas disso.

Irritação

Blair mostrou irritação em alguns momentos da entrevista: primeiro ao repreender o tradutor (que tentava falar ao mesmo tempo que ele em vez de fazer a tradução para o árabe após a resposta) e, depois, quando um repórter pediu uma comparação entre o Iraque hoje e sob o governo de Saddam Hussein.

O jornalista perguntou se Blair ou Maliki poderiam dizer "honestamente" que, mesmo com toda a violência e os problemas econômicos, o Iraque está melhor hoje do que estava antes da invasão liderada pelos Estados Unidos.

Os dois líderes admitiram que os problemas são grandes, mas que apenas o fato de o Iraque ter hoje uma “democracia” já é um enorme avanço.

“Vocês estão hoje em uma sala pressionando o primeiro-ministro da Grã-Bretanha e o primeiro-ministro do Iraque com perguntas. Ninguém poderia imaginar algo assim acontecendo na presidência de Saddam Hussein”, disse Blair aos jornalistas.

Al-Maliki disse que, no tempo de Saddam Hussein, o Iraque era um país cheio de "valas comuns" e que hoje há uma democracia em construção.

A visita de Blair ocorre em mais um dia de atentados violentos no Iraque. Segundo agências de notícias internacionais, pelo menos 16 pessoas morreram em incidentes em várias partes do país.

Iraque
Leia notícias sobre a ocupação dos EUA e a transição no país.
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