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PSDB quer conquistar eleitor eventual de Lula, diz Aécio Neves | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O governador de Minas Gerais, Aécio Neves (PSDB), disse nesta terça-feira pela primeira vez em Washington que a estratégia do partido para vencer as eleições presidenciais de 2006 é deixar de lado os eleitores cativos de Lula e buscar aqueles que votaram no petista apenas uma ou duas vezes. Em conversa com jornalistas na embaixada brasileira, ele dividiu o eleitorado nacional em três grandes grupos. O primeiro seria o dos eleitores tradicionais de Lula, que corresponderiam a cerca de um terço do total. O segundo seria o daqueles que nunca votaram no atual presidente da república, o que corresponderia a algo em torno de 30%. E o terceiro, este sim chave, seria o grupo de eleitores "eventuais", aqueles que decidiram votar no candidato do Partido dos Trabalhadores apenas de alguns anos pra cá. "É deste grupo que o PSDB está atrás", garantiu o governador. Candidatura tucana O governador mineiro, e um dos principais líderes do PSDB, não está satisfeito com o desempenho do candidato do partido à presidência da república, Geraldo Alckmin. "É claro que eu gostaria que ele estivesse com o dobro nas pesquisas", disse. Mas acredita no potencial de crescimento do candidato tucano nas pesquisas e que ainda há tempo de se executar uma estratégia para a vitória. Principalmente porque Alckmin ainda é muito pouco conhecido pelo povo brasileiro. Segundo Neves, apenas 65% do eleitorado já ouviu falar no ex-governador paulista, enquanto 99% conhecem o presidente Lula. "Quanto mais as pessoas passam a conhecer o nosso candidato, mais elas tendem a votar conosco", assegurou. Nova York Aécio Neves se encontra com o presidente do partido, Tasso Jereissati, e com o ex-presidente da república, Fernando Henrique Cardoso, ainda esta semana em Nova York. Os três participam de um evento organizado pelo Conselho das Américas para discutir estratégias para o desenvolvimento brasileiro nos próximos quatro anos. Apesar das lideranças tucanas terem vindo aos Estados Unidos por motivos diferentes, o encontro acontece em um momento crucial para definição de estratégias dentro do partido. Ele explicou que o maior desafio para o PSDB neste momento é construir uma nova comparação entre os dois candidatos que lideram as pesquisas de opinião. "É preciso confrontar o candidato mais carismático (Lula) com aquele que poderá enfrentar melhor os problemas brasileiros (Alckmin). Não há mais espaço para uma campanha messiânica. O Lula para vencer esta eleição teria de ser um Lula bem diferente", afirmou. Violência Sobre a onda de violência que tomou conta de São Paulo nos últimos dias, Aécio Neves disse que em conversa com o colega Cláudio Lembo, o governador de São Paulo teria lhe transmitido confiança de que os últimos episódios já estariam sob controle, que a origem já teria sido identificada e que, provavelmente, não haveria continuidade. Apesar de não ter recebido nenhuma informação de que os motins teriam se disseminado para outros estados, garantiu que em Minas Gerais há um monitoramento permanente em todas as penitenciárias do estado. "Este é um alerta de muita gravidade. Nós precisamos agir de forma compartilhada e não podemos tratar isso do ponto de vista eleitoral. Transferir responsabilidades, dizendo que é omissão do governo federal ou do estadual é um gravíssimo equívoco", disse. "Confesso que como todos os brasileiros estou absolutamente chocado com a amplitude e o absoluto destemor dos criminosos que comandam este processo." Financiamentos O governador mineiro visita a capital americana com o objetivo de receber as primeiras parcelas de dois empréstimos a serem concedidos pelo Banco Mundial (Bird) e pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (Bid) ao estado de Minas Gerais. O valor total do financiamento do Bird será de US$ 170 milhões e a primeira parcela, de US$ 100 milhões, foi concedida nesta terça-feira na sede da instituição. Na sexta-feira os US$ 50 milhões, de um total de US$ 100 milhões, serão entregues pelas autoridades do Bid diretamente ao governador mineiro. Parte do dinheiro deverá ser destinada para obras de infra-estrutura em geral, mais precisamente para a construção de novas estradas. "O financiamento do Banco Mundial é inédito no mundo. Pela primeira vez um estado federado recebe um recurso do Bird sem que seja obrigado a dar uma contrapartida financeira", afirmou. | NOTÍCIAS RELACIONADAS Mercadante evita críticas a governo de São Paulo16 maio, 2006 | BBC Report | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
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