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Medidas da Bolívia ameaçam política externa do Brasil, diz 'FT' | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O jornal britânico Financial Times afirma que a política do presidente da Bolívia, Evo Morales, de nacionalizar as inústrias de gás e de petróleo do país, "causou transtornos" para a política externa do Brasil e ameaçou o papel de liderança que o Brasil vem tentando exercer junto às nações sul-americanas. Segundo o jornal, o Brasil, "o gigante sul-americano", costumava "dominar" eventos como a Cúpula América Latina/Caribe-União Européia, realizada na semana passada. Mas desta vez o Brasil se viu apenas em uma posição de "reagir à agenda imposta pela Bolívia, o país mais pobre do continente". O Financial Times afirma ser improvável que qualquer acordo firmado entre a Petrobras e a Bolívia beneficie a companhia brasileira. O jornal acrescenta, no entanto, que apesar de isso não representar "um desastre comercial", o Brasil sofreu "um dano às suas ambições regionais e globais que será difícil de reparar". O diário afirma que a a intenção de liderar a América Latina se tornou a política prioritária do Brasil, mas comenta que o país fracassou na tentativa de unir o Mercosul e também na sua tentativa de obter um assento permanente no Conselho de Segurança da ONU, que segundo o FT, foi algo "recebido com frieza pelos países da região". Violência em SP O Financial Times também destaca as rebeliões nos presídios de São Paulo, que desde sexta-feira mataram mais de 60 pessoas. O jornal afirma que a criminalidade deve ser um dos principais temas da campanha presidencial deste ano e que o declínio da violência seria um dos principais pontos da campanha do ex-governador de São Paulo Geraldo Alckmin. O diário britânico The Independent afirma que São Paulo viveu uma semana de violência sem precedentes e acrescenta que "a carnificina" foi o ataque mais recente do PCC, lembrando ações do grupo em novembro de 2003. Apoio à Venezuela Os jornais britânicos vêm trazendo nos últimos dias diversos textos analíticos tanto pró como contra o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, que chegou a Londres neste domingo, para uma visita oficial. Nesta segunda-feira foi a vez do prefeito de Londres, Ken Livingstone, que assina um artigo na edição do jornal The Guardian no qual afirma que "Chávez e a Venezuela merecem o apoio de todos os que acreditam em justiça e democracia". O prefeito, que se encontrou com o líder venezuelano no domingo e que é famoso por suas declarações controversas, afirma que a Venezuela é um Estado com grande riqueza propiciada pelo petróleo, mas que antes de Chávez estes recursos não eram usados em pról da população do país. Livingstone cita entre os supostos feitos de Chávez a construção "pela primeira vez, de um serviço de saúde eficaz" e "a erradicação do analfabetismo" e acrescenta que estas foram "vitórias obtidas a despeito de uma campanha da mídia privada controlada por opositores do governo". O prefeito acrescenta que, mesmo com tais credenciais, a vista de Chávez à Grã-Bretanha tem sido recebida com "afirmações absurdas de ativistas de direita de que ele é uma espécie de ditador". Livingstone critica os conservadores britânicos que estão boicotando a visita do líder venezuelano, no que o prefeito considera uma posição paradoxal, já que o Partido Conservador teria dado apoio ao ex-líder chlieno Augusto Pinochet, que o prefeito qualifica como "um torturador assassino". Ativistas hispânicos O jornal americano The Washington Post afirma que o discurso que o presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, deve realizar nesta segunda-feira sobre imigração será visto com especial atenção pela rede de organizações hispânicas que se formaram após a série de protestos pró-imigrantes. De acordo com o Post, os imigrantes e que querem responder ao governo "com uma só voz". Segundo o jornal, a aliança Nós Somos a América, formada por 41 organizações, entre elas sindicalistas, igrejas e radialistas hispânicos se opõe ao projeto de lei que visa criminalizar imigrantes ilegais nos Estados Unidos. O diário acrescenta que os ativistas têm a intenção de realizar um "dia de ação civil" na quarta-feira, com manifestações previstas para ser realizadas em frente à Casa Branca e ao Capitólio. Na data também deve ser lançada uma campanha para registrar eleitores entre os imigrantes latinos em situação legal. | LINKS EXTERNOS A BBC não se responsabiliza pelo conteúdo dos links externos indicados. | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
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