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Atualizado às: 01 de maio, 2006 - 10h35 GMT (07h35 Brasília)
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Japão: Adultos são novo público-alvo para brinquedos

Boneca japonesa para adultos
Boneca robótica tem vendido bem entre mulheres com mais de 60
Abra qualquer caixa de brinquedo moderno de criança e você provavelmente vai descobrir que ele foi fabricado ou desenvolvido no Japão.

Mas o problema para os fabricantes japoneses de brinquedos é que a população em queda do país significa que há hoje menos crianças do que nunca para brincar com eles.

Isso fez com que os fabricantes de brinquedos passassem a olhar com mais atenção para os adultos em busca de potenciais clientes.

Em 2005, a população do Japão encolheu pela primeira vez desde que os registros começaram.

Se a tendência atual continuar, a população do Japão poderia cair até 2050 dos atuais 128 milhões para apenas 100 milhões.

Boneca falante

Tome como exemplo a Tomy, fabricante que teve um campeão de vendas internacionais com os robôs para crianças Transformers.

Uma das últimas linhas de brinquedos da companhia é uma boneca que está vendendo bem entre as mulheres adultas, especialmente as com mais de 60 anos.

A boneca robótica falante diz à dona o quanto a ama e dá as boas-vindas quando ela volta para casa.

A maioria das compradoras é de mulheres aposentadas que vivem sozinhas.

“Muitas mulheres mais velhas compram essas bonecas e as tratam como verdadeiros netos ou netas”, diz Yuko Hirakawa, da Tomy.

“Você pode falar com a boneca e ela vai te dizer que te ama muito. Se você segurar a boneca, seu peso é o mesmo de uma criança pequena”, diz.

Expansão

Katanaro Tomiyama, presidente da Tomy
Objetivo da Tomy é expandir faixa etária do seu público-alvo

A Tomy recentemente se fundiu com uma companhia concorrente, a Takara.

“A taxa de nascimentos decrescente é hoje um problema não só para nosso país, mas para nossa indústria, também”, diz o presidente da companhia, Kanataro Tomiyama.

“Temos que desenvolver novos brinquedos muito excitantes para as crianças, mas nossa estratégia é expandir a faixa etária dos consumidores dos nossos brinquedos. Estamos mudando a definição de brinquedos”, diz.

“Vamos atrás dos adolescentes, de pessoas de vinte e poucos ou trinta e poucos anos, de donas-de-casa, famílias e pessoas mais velhas também. É uma cultura diferente, mas temos tido muita sorte”, afirma Tomiyama.

Games

Outra companhia de brinquedos que vem tendo que adaptar seus produtos para os adultos é a Nintendo.

Seu “Game para Treinar o Cérebro” é um grande sucesso no Japão com pessoas com mais de 60 anos que acreditam que o jogo pode ajudá-los a manter a agilidade mental.

O jogo de computador apresenta uma série de quebra-cabeças baseados em questões matemáticas e em ortografia japonesa. Ele também permite aos jogadores manter um registro para saber o quão afiadas estão suas respostas.

Apesar disso, os jogos para adultos não são novidade no Japão. Uma atividade popular de longa data é o pachinko, uma espécie de fliperama praticado em casas de jogos pelos adultos.

Os jogadores mais capazes ganham prêmios em dinheiro, mas a maioria das pessoas vê isso como um passatempo relaxante.

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