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'Rios secretos' são encontrados na Antárdida | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Cientistas britânicos descobriram que os lagos enterrados da Antártida são conectados por uma rede de rios que movem a água muito abaixo da superfície, segundo um estudo publicado na revista científica Nature. Acreditava-se que os lagos subglaciais haviam ficado completamente selados por milhões de anos, permitindo a evolução de espécies únicas. Os pesquisadores argumentam que a descoberta pede a revisão dos planos internacionais de perfurar estes lagos. "O que esta pesquisa mostrou é que a contaminação poderia ocorrer não apenas no lago perfurado, mas em todo o sistema de drenagem", disse o autor do estudo Duncan Wingham, da University College London, à BBC. Cápsulas do tempo Os lagos subglaciais do pólo sul são considerados "cápsulas do tempo" do período em que o continente começou a se congelar. Os cientistas acreditam que qualquer vida encontrada nestes lagos ajudará no desenvolvimento de pesquisas em outros lugares, como o oceano bloqueado por gelo na lua Europa de Júpiter. A presença do sistema de drenagem pode mudar a corrente de pensamentos de que os microorganismos se desenvolvem "independentemente". Desde os anos 60, satélites e aeronaves com poderosos radares vêm descobrindo a existência de diversos lagos enterrados quilômetros abaixo da espessa camada de gelo. Mais de 150 já foram detectados, mas a expectativa é que existam milhares. O maior lago subterrâneo na Antártida é o Vostok, que tem 250 quilômetros de extensão, 40 km de largura e 400m de profundidade. Pesquisas Pesquisadores da Nasa, a agência espacial americana, e da Academia de Ciência da Rússia planejam quebrar o gelo da superfície para retirar uma amostra da água para saber se há vida no local. Um grupo envolvendo 14 universidades e entidades de pesquisa britânicas, e cientistas do Chile, Estados Unidos, Bélgica, Alemanha e Nova Zelândia apresentou propostas para explorar o lago Ellsworth, na Antártida ocidental. | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
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