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Atualizado às: 19 de abril, 2006 - 12h01 GMT (09h01 Brasília)
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ONU: Colômbia é 2º país com mais refugiados internos
Conflito colombiano envolve guerrilheiros, paramilitares e governo
Conflito envolve guerrilheiros, paramilitares e governo
O conflito civil fez da Colômbia o país com maior número de refugiados internos do hemisfério ocidental - cerca de 2 a 3 milhões de pessoas -, indica um relatório do Alto Comissariado da ONU para Refugiados (Acnur) divulgado nesta quarta-feira.

O país, diz o relatório, só fica atrás do Sudão, onde 6 milhões de pessoas já deixaram as suas casas na região de Darfur em busca de áreas do país livres da violência entre rebeldes e milícias árabes.

No caso da Colômbia, as pessoas deixam as suas casas para ir morar, muitas vezes em situação precária, em outras partes do país por medo da violência envolvendo guerrilheiros, paramilitares e forças de governo.

Há 1,5 milhão de refugiados internos registrados com o governo, mas as organizações humanitárias que atuam no país dizem que o número real é pelo menos o dobro, já que muitas pessoas não se apresentam às autoridades.

O conflito na Colômbia já deixou 40 mil mortos, em sua maior parte civis.

Fim dos estudos

Dados oficiais citados pela Acnur indicam que 74% dos refugiados internos são mulheres e crianças - para quem o abandono da casa muitas vezes significa o fim dos estudos.

Segundo a agência, estima-se que apenas uma em oito crianças que estavam na escola voltam a estudar depois que se "refugiam" em outra parte do país. As meninas também ficam mais expostas à exploração sexual.

De acordo com a Acnur, não só o fenômeno está se intensificando - entre 2003 e 2004, houve um aumtnto de 39% - como muitas vezes as pessoas se deslocam mais de uma vez para buscar segurança.

"Em algumas áreas, há relatos de jovens internamente deslocados sendo forçosamente recrutados por grupos armados clandestinos. Nas cidades, grandes seções da população estão cada vez mais sendo atraídas para a guerrilha urbana que replica alianças de guerra e divisões no nível nacional, gerando deslocamentos intra-urbanos. As pessoas internamente deslocadas estão se deslocando uma segunda e mesmo uma terceira vez."

Embora o relatório seja dedicado principalmente a refugiados que cruzam fronteiras internacionais, a Acnur chama a atenção para o problema dos que se deslocam internamente por causa dos efeitos diretos ou indiretos de conflitos.

A agência diz que eles são freqüentemente atacados pelos seus próprios governos e muitas vezes se encontram em uma situação ainda mais desesperadora do que a dos refugiados.

"Eles também superam os refugiados em dois para um", afirma o relatório. Nenhuma agência internacional tem um mandato formal para ajudá-los, mas eles estão cada vez mais no topo da agenda humanitária."

Refugiados

Por outro lado, o relatório da Acnur aponta que o número de refugiados que cruzam fronteiras internacionais em 2005 ficou em 9,2 milhões, o mais baixo em 25 anos.

A agência da ONU vê o que chama de "fadiga do asilo" como conseqüência, em parte, da melhora das condições em países como Afeganistão, Angola e Serra Leoa e da redução dos conflitos no mundo nos últimos cinco anos.

Outra "aparente causa" seria a adoção de medidas cada vez mais restritivas para candidatos a asilo.

Mas a ONU alerta que a queda pode se provar temporária por causa da contínua instabilidade em áreas pobres ou de conflito, ao aumento das guerras civis e ao problema dos refugiados internos.

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