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Para argentinos, saída de Palocci não muda economia | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O afastamento de Antonio Palocci do Ministério da Fazenda foi recebido sem muita surpresa na Argentina, e os consultores ouvidos pela BBC Brasil não esperam mudanças na condução da política econômica. "Essa era uma saída esperada e talvez ligada às questões eleitorais no Brasil”, disse o tributarista Raul Ochoa, especializado em questões do Mercosul. A opinião foi repetida pelo economista Mariano Flores Vidal, da consultoria IBCP, dedicado aos assuntos de finanças e macroeconomia. Segundo Vidal, apesar da troca, a política econômica continuará a mesma. "Essa é uma política bem definida, baseada na ortodoxia e na forte austeridade fiscal, controle da dívida e a busca da queda da taxa de risco país, para atrair mais investimentos", disse o economista. Acusações As emissoras de rádio e de televisão da Argentina interromperam a programação para informar a queda de Palocci logo depois que a informação foi divulgada no Brasil. A TV "America24" afirmou que o ministro renunciou devido a acusações de corrupção e de participação em festas suspeitas em Brasília acompanhado por pessoas da sua cidade (Ribeirão Preto), em Brasília. Já o jornal on line “Infobae” colocou na sua manchete. "Crise no Brasil: renunciou o ministro da Fazenda". No texto, destaca-se que Palocci deixou o cargo diante das "pressões" depois de denúncias de corrupção. A possibilidade da substituição do ministro já havia sido assunto dos principais jornais nesta segunda-feira. Mesmo assim, a Bolsa de Buenos Aires fechou com leve alta de cerca de 1% - antes do anúncio da demissão de Palocci. | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
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