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Musical 'Senhor dos Anéis' estréia no Canadá | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A história por trás da montagem do musical O Senhor dos Anéis é quase tão épica quanto a que se vê no palco. O espetáculo demorou quatro anos para ficar pronto e é o mais caro da história: custou US$ 25 milhões. Mas seu futuro como um empreendimento global depende do que ocorrer esta noite em Toronto, no Canadá, quando acontece a première mundial do musical. O produtor Kevin Wallace, que já trabalhou com o mago britânico dos musicais, Andrew Lloyd Webber, leu o rascunho da adaptação feita por Shaun McKenna em 2001. Em 2003, já havia formado a equipe, que inclui alguns veteranos do circuito teatral londrino. Na falta de um teatro de grande porte disponível em Londres, a estréia foi transferida para Toronto. Nova York não foi considerada um bom ponto de partida. "Eu acho que, culturalmente, aqui (Toronto) é mais perto de Londres", diz o diretor Matthew Warchus. "Com certeza a pressão é menor, o que é absolutamente necessário quando você quer criar uma obra nova." Ambição O objetivo final, no entanto, é que se crie uma réplica do espetáculo em Londres, em março de 2007, e uma nos Estados Unidos, em 2008. O ator canadense Brent Carver interpreta Gandalf, o jovem britânico James Loye é Frodo e Richard McMillan é o odioso mago Saruman. Os desafios enfrentados pela equipe são muitos. A produção precisa respeitar o original de Tolkien e satisfazer os fãs exigentes do escritor e, ao mesmo tempo, criar um empreendimento comercial que apele àqueles que talvez nunca tenham lido os livros. "Eu evitei completamente os filmes", disse o cenógrafo Rob Howell. Para ele, os livros são o melhor e único ponto de referência. Já o ator Loye, de 26 anos, conhecia os filmes, mas não os livros. Ele conta que fica boquiaberto quando, parado na coxia, vê os efeitos especiais em ação. O espetáculo dispensa descidas de cortina para passar de uma cena para outra. Cenários mudam rapidamente, de uma tranqüila paisagem campestre para uma batalha feroz. O teatro Princess of Wales, tido como o mais moderno e bem equipado do Canadá, teve sua capacidade testada até os limites. Há muita especulação sobre o sucesso ou não do empreendimento. O jornal Toronto Star disse que "a batalha nos bastidores para colocar o espetáculo em forma e reduzi-lo a uma duração razoável teve proporções épicas". Na pré-estréia, a apresentação foi interrompida por problemas técnicos e acidentes. Grandes trechos foram cortados para que o musical tenha a duração atual, de três horas e meia. O produtor Kevin Wallace admite que algumas pessoas esperavam um musical mais convencional. Mas disse estar confiante de que as falhas foram corrigidas. Ele acha que o poder da história original de Tolkien vai sustentar o espetáculo. Para Wallace, o musical fala de "um mundo de beleza e amor e complexidade que está à beira da destruição". Este é o espírito da história. E é também o espírito do espetáculo de hoje no teatro Princess of Wales, em Toronto. |
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