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Cientistas anunciam terapia que desbloqueia artérias | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Pesquisadores dizem ter conseguido reduzir depósitos de gordura nas artérias com o uso intensivo de altas doses de uma droga chamada rosuvastatina, vendida no Brasil sob os nomes comerciais Crestor e Vivacor. Os detalhes da pesquisa, feita com 349 voluntários durante dois anos em vários países, foram apresentados em um encontro do American College of Cardiology, na segunda-feira, em Atlanta, nos Estados Unidos. Com o tratamento, os cientistas conseguiram diminuir o acúmulo de gordura nas artérias em até 6,8%. A terapia teve resultados positivos em quatro de cada cinco voluntários, e os melhores resultados foram verificados nas pessoas que apresentavam as piores condições. Superdosagem O acúmulo de gordura nas paredes da artérias, chamado arteriosclerose, é uma das principais causas de derrames e ataques cardíacos, que matam 16,7 milhões de pessoas por ano no mundo. As estatinas já são usadas para tratar o colesterol alto e evitar o acúmulo de gordura, mas pela primeira vez uma droga da categoria teria se mostrado capaz de reduzir os depósitos já existentes. Os pesquisadores usaram doses diárias de 40mg da substância, o que é de duas a quatro vezes as doses normais, que variam de 10mg a 20mg. Exames mostraram que o uso intensivo da droga reduziu os índices de colesterol nocivo à saúde em cerca de 50% e aumentaram os de bom colesterol em algo como 15%. Precauçãol O diretor-médico da Fundação Britânica do Coração, Peter Weissber, disse que o estudo é “importante”, mas que ainda é preciso demonstrar que a dissolução dos depósitos de gordura vai mesmo implicar menos ataques cardíacos. A rosuvastatina já foi associada a casos de degeneração muscular, mas recebeu em 2003 a aprovação da Food and Drugs Administration, a agência americana responsável pelo controle da qualidade dos medicamentos. Em 2004, a mesma agência proibiu a publicidade da droga dirigida ao público leigo. O resultado da pesquisa deve ser publicado integralmente no dia 5 de abril no Journal of the American Medical Association. |
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