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OMC deve dominar discussões entre Lula e Blair | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva vai aproveitar a viagem de três dias a Londres, na semana que vem, para defender a sua idéia de promover o encontro de líderes mundiais com o objetivo de desenterrar a Rodada de Doha, na Organização Mundial do Comércio (OMC). E a Rodada de Doha, segundo o embaixador do Brasil na Grã-Bretanha, José Maurício Bustani, é o ponto de destaque da reunião do presidente Lula com o primeiro-ministro britânico, Tony Blair. A tentativa de avançar nas negociações sobre a Rodada de Doha, que busca medidas para liberalizar o comércio mundial, deve ser também o ponto alto do comunicado conjunto que será assinado pelos dois líderes. "Esta vai ser a segunda oportunidade para os dois (Blair e Lula que se reuniram na África do Sul recentemente) mostrarem a necessidade de relacionamento, em busca de consenso sobre a Rodada de Doha", disse o embaixador. Bustani disse ainda que o comunicado vai contar com questões ligadas à luta contra a pobreza e a saúde, educação, cultura e ciência e tecnologia. O Brasil, inclusive, deve assinar vários acordos com a Grã-Bretanha nestes setores. Doha Para Bustani, após a Rodada de Doha, o ponto de maior destaque da visita é o acordo para a entrada do Brasil no projeto de fusão nuclear da União Européia, baseado na Grã-Bretanha, de captação de energia através da água salgada. De acordo com o embaixador, poucos países estão sendo convidados a participar do projeto, como é o caso do Brasil e da Índia. "Esta é uma grande chance para o Brasil. Isso é o reconhecimento da nossa capacidade tecnológica", comentou o ministro. Uma comitiva de cerca de 120 pessoas - com pouco mais de cem empresários - deve acompanhar o presidente na visita a Londres. Outro ponto considerado importante na visita é a realização de um seminário economia e relações comerciais, na próxima quarta-feira, em um hotel no centro de Londres. O interesse, segundo o embaixador, vem superando as expectativas, com mais de 300 pessoas inscritas. "Isso mostra o interesse dos empresários britânicos pelo Brasil", disse Bustani. Para a chancelaria brasileira, o mercado bilateral entre os dois países tem potencial para crescer ainda mais. O volume de negócios em 2005 foi de US$ 4 bilhões - US$ 2,6 bilhões em exportações e US$ 1,4 bilhões em importações -, montante comparável ao mercado bilateral com a França, mas ainda considerado baixo tendo em vista o potencial de importação da Grã-Bretanha, que é o terceiro maior importador do mundo. |
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