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'Montanha' rica em vida é encontrada no Mar do Caribe | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Cientistas descobriram uma "montanha submarina" com um dos ambientes de maior diversidade de vida no mar do Caribe. Durante duas semanas de mergulhos, os pesquisadores detectaram dezenas de espécies de peixes até então desconhecidas, além de "cidades de algas marinhas". Entretanto, o local – no atol de Saba Bank, 250 km a sudeste de Porto Rico, nas Antilhas Holandesas – está ameaçado. Segundo os cientistas, o tráfego de petroleiros na região pode destruir os frágeis recifes. A equipe espera convencer a Organização Marítima Internacional a declarar a zona como área de proteção ambiental. Trata-se do terceiro maior atol do mundo. Uma equipe de 12 cientistas – uma cooperação entre a organização Conservation International, o governo das Antilhas Holandesas e o Museu de História Natural do Instituto Smithsonian – realizou mergulhos no local durante as duas primeiras semanas de janeiro. Eles decidiram investigar melhor o que havia na região porque, apesar da convicção de que houvesse ali grande variedade de espécies, poucas espécies tinham sido catalogadas até agora. Foram contadas um total de 200 espécies de peixes, das quais 150 ainda eram desconhecidas. Entre as descobertas estão duas novas espécies de gobies, com nadadeiras presas à pélvis na parte de baixo do corpo que formam uma ventosa. "Muitos gobies vivem nos canais internos das esponjas, então retiramos amostras de esponjas e abrimos os canais à procura de pequenos peixes", explicou dr. Smith, um dos pesquisadores da Conservation International. "Ao fazer isso, encontramos um peixe extraordinário. Só encontramos até agora um único exemplar, mas ele é tão diferente que provavelmente representa um novo gênero." Pelo menos 12 novas espécies de algas também foram registradas. Mark Littler, um dos mergulhadores na expedição e especialista em botânica marinha do Smithsonian, disse que Saba Bank é a região mais rica em algas marinhas do Caribe. As algas formam a base da cadeia alimentar nas barreiras de corais – toda a biodiversidade depende delas. Ameaça Toda essa biodiversidade, porém, está ameaçada. Há um depósito para carregamentos de petróleo na ilha de St. Eustatius, nas proximidades, gerando grande movimento de embarcações. Para evitar as altas taxas cobradas para que possam aportar na ilha, os grandes petroleiros ficam ancorados sobre a barreira, causando danos inestimáveis aos recifes. "A âncora de um superpetroleiro é do tamanho do meu escritório e cada anel de sua corrente tem o tamanho da minha mesa. Eles passam varrendo e esmagando todo o coral. São muito destrutivos", explicou Smith. A comunidade de pescadores da ilha de Saba, com cerca de 1,5 mil habitantes, é responsável pelo atol, de onde resulta 10% da economia local. Leroy Peterson, um pescador de Saba, disse que a expedição é fundamental para proteger a vida marinha local. "Não deve haver mais ancoradouros. É preciso haver controles mais rígidos para as coisas sobreviverem." |
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