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DNA quadruplica solução de crimes na Grã-Bretanha | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O número de crimes solucionados na Grã-Bretanha com o uso de testes de DNA quadruplicou nos últimos cinco anos – a análise genética ajudou a resolver quase 40 mil casos só no ano passado. Desde 1987 o país utiliza os testes de DNA nas investigações policiais – técnica que também é usada em outros países, inclusive pela Polícia Federal, no Brasil. Mas, como poucos países, a Grã-Bretanha mantém um banco de dados de DNA. O estoque reúne 3 milhões de amostras. As amostras coletadas na cena do crime são comparadas com as de possíveis suspeitos mantidas nesse banco de dados. Assassinato O uso de testes de DNA na Grã-Bretanha foi crucial para colocar na cadeia criminosos como Antoni Imiale, que estuprou nove vítimas entre 2001 e 2002, e Brian Field, que, na década de 60, estrangulou Roy Tutill, um estudante de 14 anos de idade. O garoto era colega do advogado Guilherme Brafman, um brasileiro que mora na Grã-Bretanha desde os sete anos. Ele conta que o menino pegou uma carona com um desconhecido ao sair da escola e acabou sendo morto. O assassino foi descoberto recentemente. “Ele estava dirigindo um carro numa outra parte do país. Foi detido. Eles (os policiais) comparam o DNA com todos os crimes que estavam abertos e descobriram o DNA da cena da morte desse menino”, conta o brasileiro. Brian Macknzie, um ex-superintendente policial britânico, diz que essa é uma “importante ferramenta nas investigações já que evita erros judiciais porque condena os culpados e também ajuda a absolver os inocentes”. “Muitos casos estão agora sendo revistos e quem havia sido inocentado, por erro nas investigações, agora está indo para a cadeia”, diz. Críticos do banco de dados de DNA argumentam que existe ainda um risco de manipulação das provas, como diz o ativista de direitos humanos, Simon Davies. “O teste de DNA, matematicamente, pode ser uma ferramenta de investigação judicial infalível. Mas o problema é que no processo de investigação tem um ponto fraco: pode ocorrer um erro humano na coleta das amostras ou até mesmo a manipulação de provas”, diz o ativista. Nos últimos cinco anos, o governo britânico investiu no banco de dados de DNA o equivalente a mais de R$ 1 bilhão. Para dar mais agilidade às investigações, as autoridades também estão testando agora um laboratório móvel que pode ir até a cena do crime. |
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