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Pesquisa aponta incerteza sobre economia mundial | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Uma pesquisa realizada em 32 países, a pedido da BBC, indica que a opinião pública internacional está dividida sobre o estado atual da economia mundial. De acordo com o levantamento, 38% dos mais de 37,5 mil entrevistados afirmam que a economia mundial está melhorando, 37% dizem que está piorando e 7% avaliam que permanece praticamente a mesma. Em 14 dos 32 países pesquisados, a maior parte dos entrevistados expressou uma visão positiva sobre a economia mundial. Em outros 15 países, incluindo o Brasil, a maior parte das opiniões foi negativa. Em três países, houve um empate técnico. A margem de erro da pesquisa é de 2,5 pontos percentuais. Entre os 800 brasileiros entrevistados, 62% disseram que a economia mundial está melhorando, e 27% afirmaram que está piorando. A pesquisa mundial da BBC foi coordenada pela companhia GlobeScan, em parceria com a Universidade de Maryland, e conduzida por empresas locais entre outubro de 2005 e janeiro de 2006. No Brasil, as entrevistas foram realizadas pela Market Analysis, baseada em Florianópolis. Ranking Entre os países onde a avaliação da economia mundial é mais positiva estão nações que se recuperam de recentes conflitos, incluindo Iraque e Afeganistão. O Iraque foi o país com a maior parcela (71%) de opiniões positivas, seguido por Índia (66%) e Tanzânia (64%). O Afeganistão apareceu em quarto (63%). Já o Brasil ficou em 24º lugar entre os 32 países pesquisados. O país com a menor parcela de opiniões positivas (14%) foi a Itália, seguida pelas Filipinas (17%), pela Arábia Saudita (19%) e pela França (20%). “Embora seja verdade que vivemos em uma economia globalizada, também é verdade que as pessoas ao redor do mundo têm percepções bem diferentes quanto ao estado de suas próprias economias e mesmo sobre a economia mundial”, afirma Steven Kull, diretor do programa da Universidade de Maryland que estuda a opinião pública em assuntos internacionais. Essa é a segunda pesquisa da BBC sobre a percepção da opinião pública a respeito da situação econômica mundial. No primeiro levantamento, 22 países foram pesquisados. O Brasil foi um dos três países onde a avaliação negativa mais cresceu, junto com Indonésia e Filipinas. Já as opiniões positivas sobre a economia mundial ganharam força principalmente na Coréia do Sul, na Índia e no México. Entre os três países pesquisados na América Latina, o Brasil foi o que registrou mais opiniões negativas sobre a economia mundial, seguido por México (32%) e, depois, pela Argentina (31%). A divulgação dos dados coincide com os preparativos para a realização, a partir desta quarta-feira, de mais uma edição do Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça. Influência Os entrevistados também foram convidados a avaliar qual a influência que entidades como a ONU, o Banco Mundial, o FMI, a imprensa, as multinacionais e as ONGs exercem no cenário mundial. A avaliação mais positiva foi atribuída às ONGs, que têm uma influência predominantemente benéfica na opinião de 60% dos entrevistados. Já as multinacionais foram os “atores” da economia global que mais receberam avaliações negativas (26%). Mesmo assim, 41% dos entrevistados disseram que esse tipo de empresa exerce uma influência predominantemente positiva. No Brasil, por exemplo, 60% dos entrevistados avaliaram a influência das multinacionais de maneira positiva. No ranking das intituições mais bem avaliadas, a ONU (59%) aparece em segundo lugar, seguida pelo Banco Mundial (55%), pela imprensa (48%) e pelo FMI (47%). |
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