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Atualizado às: 11 de janeiro, 2006 - 00h10 GMT (22h10 Brasília)
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Poluição atinge mais quem pega táxi, diz estudo
Táxi de Londres
Cientistas suspeitam que táxis acumulam poluentes por 'rodarem' mais
Uma pessoa que anda de táxi está mais exposta à poluição do que quem caminha ou mesmo do que quem viaja de carro, ônibus ou bicicleta, concluiu um estudo feito pelo Imperial College, de Londres.

Os pesquisadores mediram a exposição a partículas mínimas de poluição em vários meios de transporte e descobriram que andar de carro é a melhor forma de minimizar o contato com os poluentes.

Essas partículas medidas – com diâmetro de menos de 100 nanômetros (bilionésima parte de um metro) – são especialmente perigosas porque são tão pequenas que as pessoas podem inalá-las em grandes quantidades. Segundo o estudo, elas podem penetrar profundamente no sistema respiratório.

A equipe do Imperial College desenvolveu um sistema de visualização que permitiu registrar imagens das atividades de um indivíduo e a sua exposição às minipartículas durante essas atividades.

Dessa forma, eles conseguiram identificar as atividades associadas com os maiores níveis de poluentes.

Acúmulo de poluentes

Na média, passageiros de táxis foram expostos a mais de 100 mil minipartículas por centímetro cúbico.

Os meios de transporte e a poluição (em partículas poluentes por cm3)
Táxi: mais de 100 mil pt/cm3
Ônibus: pouco menos de 100 mil pt/cm3
Bicicleta: 80 mil pt/cm3
A pé: pouco menos de 50 mil pt/cm3
Carro: 40 mil pt/cm3

As pessoas que caminharam ficaram expostas à metade disso, 50 mil pt/cm3, segundo a medição dos pesquisadores. Dentro de um carro, o nível de exposição caiu para 40 mil pt/cm3.

O cientista responsável pelo estudo, Surbjit Kaur, disse que a maior exposição resultante de andar de táxi pode ser explicada pelo fato de o passageiro ficar sentado no veículo, preso no congestionamento e na direção de onde vêm os poluentes.

"Além disso, o fato de os táxis provavelmente ficarem na rua por muito mais tempo do que um carro normal pode provocar um acúmulo das partículas ultrafinas", explicou Kaur.

O pesquisador Richard Russell, da British Lung Foundation (fundação britânica que estuda doenças do pulmão), disse que nos estudos que fez com clientes da sua clínica detectou maiores níveis de monóxido de carbono e óxido nítrico entre as pessoas que pegavam táxi do que nas que chegavam caminhando.

"Nós encorajaríamos as pessoas a andar o máximo possível já que o exercício faz bem", disse Russell.

O estudo, publicado no Atmospheric Environment, foi realizado como parte do projeto DAPPLE (Dispersão da Poluição do Ar e Penetração no Ambiente Local), com o objetivo de entender melhor a relação entre a qualidade do ar e o trânsito.

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