70 anos 1938-2008
Español
Português para a África
Árabe
Chinês
Russo
Inglês
Outras línguas
Atualizado às: 10 de janeiro, 2006 - 11h05 GMT (09h05 Brasília)
Envie por e-mailVersão para impressão
Irã quebra lacres e reabre usina nuclear
Instalação nuclar iraniana
Irã diz que vai retomar pesquisa, mas não se sabe em que área
O governo do Irã quebrou os lacres da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) nesta terça-feira e reabriu a unidade de pesquisas sobre enriquecimento de urânio de Natanz.

A medida encerra um acordo que durava dois anos entre o país e a agência da ONU, que previa a suspensão de pesquisas nessas área.

A quebra dos lacres foi feita sob a supervisão de inspetores da AIEA. Segundo o governo do Irã, o país fechou um acordo com a agência para a retirada supervisionada dos lacres – o que foi confirmado por representantes da organização.

No entanto, nenhum dos dois lados deixou claro exatamente o que foi acertado nem que tipo de pesquisa o país levará adiante na planta de Natanz.

'Preocupante'

Apesar de o processo estar ocorrendo sob a supervisão da AIEA, a própria agência ainda mantém a postura de que o ideal é que o país simplesmente abandone suas pretensões de pesquisa na área de enriquecimento de urânio.

Na segunda-feira, o chefe da agência, Mohamed El Baradei, afirmou que o mundo está "perdendo a paciência com o Irã".

A porta-voz de Javier Solana, chefe de Política Internacional da União Européia, disse que a ação de Teerã está sendo considerada uma “violação” de acordos firmados com o país. “Esse foi um passo na direção errada”, disse Cristina Gallach, a porta-voz de Solana.

O presidente francês, Jacques Chirac, afirmou que o Irã, assim como a Coréia do Norte, tem o direito de explorar combustíveis nucleares para fins pacíficos.

A Rússia classificou a informação com “preocupante”, mesma posição oficial de Washington.

Países membros do Conselho de Segurança estudam a possibilidade de propor sanções como uma forma de paralisar a continuidade do programa.

O governo iraniano insiste que está retomando apenas atividades de pesquisa, mas os países ocidentais vinham exigindo há meses na suspensão de todas as atividades nucleares no país.

Desunião

As autoridades de Teerã não esclareceram que tipo de pesquisa pretendem realizar em Natanz.

Em tese, o governo iraniano poderia tanto testar apenas algumas centrífugas como produzir pequenas quantidades de combustível nuclear em laboratório.

O Irã já tinha retomado a conversão de urânio, um dos primeiros estágios da produção de combustível nuclear, em agosto, depois que as negociações com a União Européia chegaram a um impasse.

Teme-se que o país esteja cada vez mais próximo de poder fabricar uma bomba nuclear. A única etapa que faltaria é o processo de enriquecimento de urânio.

Em setembro, a direção da AIEA chegou a ameaçar levar o Irã ao Conselho de Segurança e pedir sanções.

Analistas dizem que o Irã vem conseguindo enfrentar a resistência contra o seu programa nuclear graças à desunião da comunidade internacional, que não consegue chegar a um acordo sobre o tom a ser adotado nas negociações com o país.

Por outro lado, os iranianos têm a seu favor o fato que uma intervenção militar no país é bastante improvável enquanto a situação no Iraque permanecer instável.

Japão
Neve acumulada chega a três metros; veja fotos.
Peregrinação
Muçulmanos se concentram em Meca; veja fotos.
NOTÍCIAS RELACIONADAS
Irã anuncia retomada de programa nuclear
09 de janeiro, 2006 | Notícias
EUA punem nove empresas por negociarem com Irã
28 de dezembro, 2005 | Notícias
Presidente do Irã chama holocausto de 'mito'
14 de dezembro, 2005 | Notícias
Irã anuncia construção de nova usina nuclear
05 de dezembro, 2005 | Notícias
ÚLTIMAS NOTÍCIAS
Envie por e-mailVersão para impressão
Tempo|Sobre a BBC|Expediente|Newsletter
BBC Copyright Logo^^ Início da página
Primeira Página|Ciência & Saúde|Cultura & Entretenimento|Vídeo & Áudio|Fotos|Especial|Interatividade|Aprenda inglês
BBC News >> | BBC Sport >> | BBC Weather >> | BBC World Service >> | BBC Languages >>
Ajuda|Fale com a gente|Notícias em 32 línguas|Privacidade