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Estádios da Copa têm problemas de segurança, diz ONG | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Um grupo de defesa dos consumidores na Alemanha afirmou que vários estádios onde vão ocorrer os jogos da Copa do Mundo têm graves problemas de segurança. O estádio em Berlim, o Olympiastadion, onde o Brasil enfrenta a Croácia no dia 13 de junho, estava entre os que foram mais criticados pelo grupo, juntamente com o Fritz-Walter, de Kaiserslautern, o estádio central de Leipzig e o Gelsenkirchen Veltins, de Gelsenkirchen. Um fosso em volta do gramado em Berlim pode ser perigoso no caso de tumulto e correria entre os torcedores, segundo o relatório da ONG Stiftung Warentest. A Stiftung Warentest examinou a segurança dos 12 estádios da Copa, tendo como foco as condições para evacuação e fuga no caso de pânico de massa. Análise Entre os problemas apontados estão escadas apertadas, rotas para saída longas demais e obstáculos intransponíveis e que podem causar ferimentos. No estádio de Berlim, o fosso entre a tribuna e a pista ao lado do campo tem três metros de profundidade. Ou seja, os espectadores não poderiam buscar abrigo no campo em caso de emergência. Em Leipzig, para chegar ao gramado os espectadores teriam que subir num muro de 90 centímetros e depois saltar uma altura de 3,7 metros. Em dois casos de tumulto, em jogos em Bruxelas, em 1985, e em Sheffield, em 1989, ficou provado que, quando há pânico entre torcedores, eles tentam fugir correndo para baixo, em direção ao campo. Trinta e nove pessoas morreram pisoteadas em Bruxelas e 96 em Sheffield porque havia obstáculos que impediam o caminho para baixo. Portões Uma saída seria a construção de portões de emergência, que permitiriam a fuga direto para o gramado. Esses portões poderiam ficar fechados durante a partida (para evitar entrada de torcedores mais empolgados) e seriam abertos só em casos de emergência. Nos estádios de Colônia, Hanover e Nurenberg, esses portões existem. Nos estádios de Berlim, Dortmund e Gelsenkirche há material inflamável e condições ruins para o combate a incêndios. Em Berlim faltam sprinklers (os chuveiros antiincêndio instalados no teto, acionados automaticamente em caso de fogo). O relatório também afirmou que o estádio de Kaiserslautern tem problemas de segurança contra incêndio. Beckenbauer As conclusões da organização foram rejeitadas pelo presidente do comitê de organização da Copa do Mundo, Franz Beckenbauer. Segundo ele, "o (grupo) Stiftung Warentest deve saber o que fala quando trata de cremes faciais, azeite e aspiradores de pó, portanto, deve continuar falando destas coisas", disse. "Francamente, já aguentei muito destes 'sabem-tudo' que estão tentando se fazer de importantes e lucrar com a Copa do Mundo", afirmou Beckenbauer ao jornal alemão Bild. A Copa do Mundo começa no dia 9 de junho em Munique. |
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