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Perfil: Ariel Sharon | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Ariel Sharon é conhecido como um político linha-dura e tem orgulho disso. Ele parece não se importar se o adoram ou o odeiam sejam os críticos árabes ou judeus. O objetivo do ex-soldado e político veterano, de 77 anos, é ditar as regras do jogo para garantir segurança total para Israel. Durante a maior parte da sua carreira, isso significou manter o máximo de território e direitos políticos para o Estado judaico e o mínimo de ambas as coisas para os palestinos. A sua missão tem sido lutar pela segurança de Israel, com a convicção de que os fins justificam os meios. Mas a sua decisão de retirar colonos judeus da Faixa de Gaza e partes da Cisjordânia, processo concluído em agosto de 2005, provocou a ira dos seus mais fiéis seguidores e foi repetidamente rechaçada pelo seu então partido, o Likud. Sharon acabou deixando o Likud em novembro para fundar um novo partido Kadima (Avante), que é visto como favorito para as eleições parlamentares de março de 2006. A notícia de que ele havia sofrido um leve derrame há pouco mais de duas semanas foi recebida com surpresa pelo seu médico pessoal, Boleslaw Goldman. Segundo o médico, Sharon não tinha tido problemas sérios de saúde até então, embora estivesse bem acima do seu peso. Eleição Sharon se tornou primeiro-ministro em fevereiro de 2001 ao derrotar o seu antecessor, o trabalhista Ehud Barak. Ele foi eleito com a promessa de pôr fim à segunda onda de levantes palestinos (intifada), iniciada depois que visitou a mesquita de al-Aqsa, em Jerusalém Oriental, considerada sagrada por muçulmanos. Sharon nasceu na Palestina em 1928, época em que o território estava sob jurisdição britânica. Em 1950, liderou operações militares contra tropas do Egito na Faixa de Gaza. Uma das manobras resultou na morte de 38 soldados egípcios. Na Guerra dos Seis Dias, em 1967, o então general comandou uma divisão que conquistou Jerusalém Oriental, a Cisjordânia e a Faixa de Gaza. Durante a ocupação, suas medidas duras deram aos palestinos a primeira amostra do homem que depois veriam como seu pior inimigo. Desastre no Líbano Em 1977, Sharon foi eleito pela primeira vez para uma das cadeiras no Knesset, o parlamento israelense. Como ministro da Defesa, em 1982, ele planejou uma desastrada invasão do Líbano que culminou com o cerco e destruição parcial da capital Beirute pelas tropas israelenses. Sem comunicar suas intenções ao então primeiro-ministro, Menachem Begin, Ariel Sharon comandou a invasão da capital libanesa com o pretexto de expulsar do Líbano a base da Organização para a Libertação da Palestina (OLP), liderada por Yasser Arafat. A operação militar pôs mesmo fim às incursões militares da OLP em território israelense, a partir do Líbano. Mas não só: acabou também resultando no massacre de quase 2 mil palestinos por milicianos cristãos aliados de Israel. Entre os mortos, estavam dezenas de mulheres, idosos e crianças, todos alojados nos campos de refugiados palestinos de Sabra e Shatila, então sob supervisão israelense. Como resultado, Sharon foi destituído do cargo de ministro de Defesa em 1983, depois de ser considerado por um tribunal israelense indiretamente responsável pelo massacre. Virada de mesa Para muitos políticos, um episódio do gênero significaria o fim da carreira. Mas com Sharon foi diferente. Ele continuou desfrutando da simpatia da direita israelense. No início da década de 90, como ministro da Habitação, ele incentivou a maior ampliação de assentamentos judeus nos territórios ocupados da Faixa de Gaza e da Cisjordânia desde a invasão inicial de 1967. Em 1996, o então primeiro-ministro, Binyamin Netanyahu, também do partido Likud, convidou Sharon para integrar seu gabinete. Ele foi nomeado ministro das Relações Exteriores em meio a elogios do primeiro-ministro. "Sua vida pública deve ser motivo de orgulho", disse Netanyahu na ocasião. Liderança Ariel Sharon assumiu a liderança do Likud depois da derrota de Netanyahu nas eleições gerais de 1999. Ele aproveitou o fracasso das negociações com os palestinos em Camp David, em junho de de 2001, para colher dividendos políticos criticando no Parlamento a atuação do então primeiro-ministro, Ehud Barak. "Jerusalém pertence ao povo judeu e Barak não tem o direito de abrir mão do santuário do povo, negociando com os palestinos a soberania sobre a cidade", disse Sharon aos parlamentares. Visita à mesquita Em setembro de 2000, sua inesperada e polêmica visita à mesquita de al-Aqsa foi o estopim para a atual onda de violência. Muita gente acredita que Ariel Sharon sabia exatamente o que estava fazendo. Pelo raciocínio, ele teria decidido ir ao local para provocar uma reação violenta dos palestinos. Com isso, impediria a evolução das negociações e criaria um ambiente político propício para sua ascensão. Críticas como essas não parecem, porém, abalar Sharon. Ele insiste na política linha-dura. "Nunca aceitarei negociar sob ameaça". E acrescenta: "Nada vai diminuir os direitos do povo judeu de viver em segurança no seu próprio país." Carreira política 1975 -77: Assessor especial de segurança do primeiro-ministro Yitzhak Rabin | NOTÍCIAS RELACIONADAS LINKS EXTERNOS A BBC não se responsabiliza pelo conteúdo dos links externos indicados. | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
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