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Atualizado às: 26 de dezembro, 2005 - 18h52 GMT (16h52 Brasília)
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Modelo matemático prevê ataques de asma, diz estudo
Criança com asma
Prever ocorrência de ataques pode ajudar a aperfeiçoar tratamento
Uma equipe internacional de pesquisadores afirma ter encontrado uma nova maneira de prever ataques de asma a partir da utilização de um modelo matemático.

Os autores do estudo, publicado na última edição da revista Nature, dizem ter conseguido prever possíveis ataques de asma que ocorreriam durante o mês seguinte ao observar o ritmo de funcionamento dos pulmões dos pacientes.

Os médicos procuraram medir com que velocidade os pacientes eram capazes de expirar ar dos pulmões. Ao observar as variações nas vias respiratórias, os pesquisadores conseguiram calcular o risco de ataques severos de asma que ocorreriam dentro de 30 dias.

Os especialistas afirmam que as conclusões do estudo podem colaborar com testes de novos remédios e ajudar asmáticos a controlar os sintomas da doença de maneira mais efetiva.

Caos

O modelo utilizado pela equipe de pesquisadores se baseia em processos conhecidos como "caos", que se aplicam a sistemas complexos como o clima - que, apesar de parecer aleatório, depende da interação de uma série de componentes.

A aparente natureza aleatória do ritmo de funcionamento dos pulmões observados pelos pesquisadores escondia uma ordem desconhecida nos 80 pacientes estudados durante 18 meses.

Atualmente, longos períodos de observação são necessários para acumular ataques suficientes de asma a fim de confirmar se os novos medicamentos são melhores do que as formas anteriores de terapia.

De acordo com o professor Mike Silverman, da Universidade de Leicester, na Grã-Bretanha, com o modelo caos, os pesquisadores não precisariam esperar que as pessoas tivessem um ataque de asma.

"Pode ser possível determinar o risco de um ataque severo de asma em um indivíduo e usar a informação para modificar o seu tratamento", afirma o pesquisador.

"Você pode querer aumentar a medicação, por exemplo", acrescenta Silverman. "Também pode ser possível realizar testes clínicos de novos tratamentos contra asma de maneira muito mais eficiente."

Inaladores

O modelo também revela que, em pacientes com asma mais severa, os ataques tendem a ser mais variáveis e aleatórios.

Silverman diz que isso pode acontecer porque as vias respiratórias se tornam hipersensíveis mesmo a fatores aparentemente sem importância como pequenas quantidades de poluentes ou substâncias que provocam alergias.

Os resultados também demonstraram que inaladores utilizados regularmente por asmáticos para ajudar a respiração podem aumentar a instabilidade da função pulmonar e a possibilidade de um ataque agudo.

O uso freqüente de dilatadores dos brônquios (quatro vezes por dia, com um longo intervalo durante a noite) aumenta o risco de ataques de asma, segundo o estudo.

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