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Portugal se prepara para largada do rali Lisboa-Dacar

Carro no deserto durante o rali Dakar de 2005
Largada da corrida será na capital portuguesa dia 31 de dezembro
O principal rali do mundo, o Lisboa-Dakar, vai começar no dia 31 de dezembro em frente a um dos maiores símbolos de Portugal. A partida para a corrida de 9.043 km será na praça que existe ao lado do Mosteiro dos Jerônimos, um dos principais monumentos da capital portuguesa e símbolo do país.

“Conheci os organizadores do rali Dakar há 20 anos e temos muitas semelhanças. Eles organizaram o torneio de tênis Roland Garros e nós organizamos o nosso pequeno Roland Garros, o Estoril Open. São empresas com uma filosofia semelhante”, conta João Lagos, presidente da Lagos Sport, responsável por trazer o início da prova para Portugal.

No total, o rali, que se tornou conhecido quando começava em Paris, vai ter neste ano 252 pilotos de motocicletas, 184 de carros e 74 caminhões. Cinco concorrentes vêm do Brasil: Jean de Azevedo e Bernardo Bonjean, nas motos, correndo com máquinas da KTM; nos automóveis Klever Kolberg com um Mitsubishi e Paulo Nobre com um Nissan; e nos caminhões André de Azevedo, com um Tatra.

Entre os automóveis, este ano surge um novo concorrente de peso: o espanhol Carlos Sainz, campeão mundial de ralis, que corre pela equipe de fábrica da Volkswagen.

No grupo dos principais concorrentes estão o francês Stephane Peterhansel, a alemã Jutta Kleinshmidt, o francês Jean-Louis Schlesser e o português Carlos Sousa.

Investimento

Segundo Lagos, para trazer o evento para Portugal foi necessário um investimento entre US$ 4,5 milhões a US$ 5 milhões.

Desse total, 60% veio do governo português e o resto é repartido entre as prefeituras de Lisboa e Portimão e alguns investidores privados.

“É uma quantia que considero quase ridícula relativamente ao retorno que isto vai ter para o país", disse. "Na hotelaria, o impacto é brutal. No Algarve (região no sul de Portugal), por onde o rali vai passar, não há um quarto livre de hotel e em Lisboa a situação é muito parecida."

Ao contrário do que acontecia nos anos anteriores, o rali vai ter duas provas classificatórias em Portugal, antes de seguir para a África. Nos anos anteriores, havia apenas uma curta etapa.

Depois da capital portuguesa, o rali segue para Portimão, no Algarve, onde haverá um evento de gala e um réveillon, entrando na África com mais de 180 km de corrida.

Boa parte dos 9.043 km do rali são conexões entre trechos onde se realizam as etapas de classificação.

Loteria

Este ano a corrida vai ter um patrocinador português: o Euromilhões, o braço português de uma loteria jogada em sete países da Europa, que em Portugal é distribuída pela entidade beneficente Santa Casa de Misericórdia de Lisboa.

“Nos últimos anos, o Dakar tinha patrocínio espanhol, da Telefónica, que este ano optou por patrocinar o campeão mundial da Fórmula 1, Fernando Alonso," conta Lagos.

"Pareceu-nos este ano uma excelente oportunidade para uma marca portuguesa tentar ficar com o patrocínio."

Ele diz que apenas fez a ponte entre a Santa Casa e a ASO, que organiza o Dakar. “Este ano o patrocínio principal é exclusivamente português. O normal é que no próximo ano os organizadores do Euromilhões dos outros países também participem do patrocínio”.

Preocupação social

O rali terá também uma ação voltada para a sociedade, tanto na África quanto em Portugal. Na Lagos Sport, a responsável por essa área é Joana Lemos, uma piloto portuguesa que já ganhou o Paris-Dakar na competição feminina em 1993.

“O Dakar tem tradição de desenvolver ações sociais, especialmente na África. Vamos atuar em três eixos: ambiente, melhoria de vida das pessoas e reflorestação.”

Na área de limpeza e coleta de lixo, o objetivo é não deixar marcas da passagem do rali pelos locais percorridos pelos competidores.

Na melhoria de vida das pessoas, estão sendo desenvolvidos 65 projetos, que incluem a construção e reforma de escolas e abertura de poços d’água na África, o que representa um investimento de 300 mil euros.

Também foi assinado um acordo com o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados para dar uma contribuição no sentido de aliviar a situação humanitária no Sudão e no Chade.

Na área da reflorestação, a atividade será tanto na África como em Portugal. “Tendo em conta os dois últimos anos, que foram muito secos e em que houve grandes incêndios, em Portugal vamos organizar a plantação de 40 mil árvores, das quais mil na região de Lisboa e 39 mil no Alentejo e Algarve, nos locais por onde passa o rali”, conta Joana.

Para conseguir o apoio do público a essa ação, no dia 28 um piloto de cada país será convidado a plantar uma árvore na reserva florestal da Tapada de Mafra, cerca de 30 km de Lisboa.

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