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Texto final fixa 2013 para fim dos subsídios agrícolas | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Depois de seis dias de negociações intensas, os representantes dos 150 países que participaram da Sexta Conferência Ministerial da Organização Mundial do Comércio (OMC), em Hong Kong, apresentaram neste domingo a declaração final da reunião. O documento – que foi aprovado em plenária por todos os países, embora Cuba e Venezuela tenham apresentado ressalvas –, prevê o fim dos subsídios para as exportações agrícolas na União Européia até 2013, com previsão de uma diminuição "substancial" em 2010. O texto também propõe a eliminação de tarifas para vários produtos exportados pelos países menos desenvolvidos das nações do Primeiro Mundo. O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, que não ficou para a cerimônia de encerramento da conferência porque tinha passagem marcada para voltar, foi reticente sobre o resultado. “Não era a data que queríamos. Não vamos tentar esconder isso, mas pelo menos temos uma data”, disse o ministro, ressaltando que a reunião não é "o fim do caminho". 'Devagar e sempre' Antes de deixar Hong Kong, o chanceler brasileiro ainda destacou o trabalho conjunto entre os países pobres e em desenvolvimento. “Não teríamos conseguido esse documento sem a união do G20 e a boa coordenação com outros países em desenvolvimento” O diretor da OMC, Pascal Lamy, afirmou que a balança do comércio global está sendo "desequilibrada devagar e sempre" para o lado dos países em desenvolvimento. No entanto, para a ministra do Comércio da França, Christine Lagarde, a declaração final foi um “triunfo da União Européia”. “Houve uma união muito forte entre os membros da União Européia. Havia um claro consenso e um bom trabalho na parceria entre França e Alemanha”, comemorava. Já os países do G20, G90 e G33 elogiavam a sua própria atuação nas negociações e comemoravam o acordo sobre o prazo de 2013 para a eliminação dos subsídios à exportação de produtos agrícolas na União Européia. Essa foi a discussão que dominou os encontros em Hong Kong. De um lado, o G20 e os Estados Unidos defendiam a data como sendo 2010. Já a União Européia pôs sobre a mesa o ano de 2013 – mesmo ano em que vence a Política Agrícola Comum (PAC), que já estabelece o fim dos subsídios à exportação no bloco. “Mandelson foi extremamente eficiente e ficou dentro do seu mandato”, elogiou Lagarde. Pelos cálculos do Instituto de Estudos do Comércio e Negociações Internacionais (Icone), os subsídios da União Européia somam 2,4 bilhões de euros anuais, sendo 500 milhões para açúcar. Os subsídios domésticos notificados somam cerca de US$ 120 bilhões no mundo, sendo US$ 100 bilhões apenas nos Estados Unidos, União Européia e Japão. | NOTÍCIAS RELACIONADAS Acordo sobre subsídios está próximo, dizem EUA18 de dezembro, 2005 | Economia Ativista francês diz que G-20 não luta por agricultores pobres18 dezembro, 2005 | BBC Report Ativista José Bové pede libertação de manifestantes18 dezembro, 2005 | BBC Report Protestos em Hong Kong deixam 70 feridos e 900 presos18 de dezembro, 2005 | Notícias LINKS EXTERNOS A BBC não se responsabiliza pelo conteúdo dos links externos indicados. | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
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