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Atualizado às: 18 de dezembro, 2005 - 15h19 GMT (13h19 Brasília)
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Texto final fixa 2013 para fim dos subsídios agrícolas

Celso Amorim
Celso Amorim disse que propostas européia é um avanço modesto
Depois de seis dias de negociações intensas, os representantes dos 150 países que participaram da Sexta Conferência Ministerial da Organização Mundial do Comércio (OMC), em Hong Kong, apresentaram neste domingo a declaração final da reunião.

O documento – que foi aprovado em plenária por todos os países, embora Cuba e Venezuela tenham apresentado ressalvas –, prevê o fim dos subsídios para as exportações agrícolas na União Européia até 2013, com previsão de uma diminuição "substancial" em 2010.

O texto também propõe a eliminação de tarifas para vários produtos exportados pelos países menos desenvolvidos das nações do Primeiro Mundo.

O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, que não ficou para a cerimônia de encerramento da conferência porque tinha passagem marcada para voltar, foi reticente sobre o resultado.

“Não era a data que queríamos. Não vamos tentar esconder isso, mas pelo menos temos uma data”, disse o ministro, ressaltando que a reunião não é "o fim do caminho".

'Devagar e sempre'

Antes de deixar Hong Kong, o chanceler brasileiro ainda destacou o trabalho conjunto entre os países pobres e em desenvolvimento.

“Não teríamos conseguido esse documento sem a união do G20 e a boa coordenação com outros países em desenvolvimento”

O diretor da OMC, Pascal Lamy, afirmou que a balança do comércio global está sendo "desequilibrada devagar e sempre" para o lado dos países em desenvolvimento.

No entanto, para a ministra do Comércio da França, Christine Lagarde, a declaração final foi um “triunfo da União Européia”.

“Houve uma união muito forte entre os membros da União Européia. Havia um claro consenso e um bom trabalho na parceria entre França e Alemanha”, comemorava.

Já os países do G20, G90 e G33 elogiavam a sua própria atuação nas negociações e comemoravam o acordo sobre o prazo de 2013 para a eliminação dos subsídios à exportação de produtos agrícolas na União Européia.

Essa foi a discussão que dominou os encontros em Hong Kong.

De um lado, o G20 e os Estados Unidos defendiam a data como sendo 2010. Já a União Européia pôs sobre a mesa o ano de 2013 – mesmo ano em que vence a Política Agrícola Comum (PAC), que já estabelece o fim dos subsídios à exportação no bloco.

“Mandelson foi extremamente eficiente e ficou dentro do seu mandato”, elogiou Lagarde.

Pelos cálculos do Instituto de Estudos do Comércio e Negociações Internacionais (Icone), os subsídios da União Européia somam 2,4 bilhões de euros anuais, sendo 500 milhões para açúcar.

Os subsídios domésticos notificados somam cerca de US$ 120 bilhões no mundo, sendo US$ 100 bilhões apenas nos Estados Unidos, União Européia e Japão.

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