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Atualizado às: 09 de dezembro, 2005 - 14h22 GMT (12h22 Brasília)
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Indústria processará sites ilegais de partituras

Primeira campanha contra esses sites será lançada em 2006
A indústria da música vai ampliar sua guerra pelos direitos autorais adotando ações judiciais contra os sites da internet que oferecem partituras e letras de música sem que tenham licença para fazer isso.

A Music Publisher's Association (MPA), entidade que representa as empresas que publicam música nos Estados Unidos, vai lançar sua primeira campanha contra esses sites em 2006.

O presidente da MPA, Lauren Keiser, disse que quer que os donos desses sites sejam presos.

Partituras musicais estão amplamente disponíveis na internet, mas são "completamente ilegais", disse ele à BBC.

Keiser disse que não quer apenas fechar os sites e aplicar multas, e que se as autoridades puderem "jogar alguém na prisão, acho que seremos um pouco mais eficazes".

Disputas

A iniciativa acontece depois de anos de duras disputas legais contra os serviços não autorizados que permitem aos usuários baixar gravações gratuitamente.

Empresas divulgadoras adotaram ação contra os sites em ocasiões anteriores, mas essa será a primeira campanha legal coordenada pela MPA.

A MPA teria como alvo "sites muito grandes que as pessoas pensam ser legítimos e que são muito, muito populares", disse Keiser.

"A máquina de Xerox é o grande usurpador de nossa receita potencial", disse ele.

"Mas agora a internet está levando mais do que uma mordida das vendas de partituras, então, estamos adotando uma postura mais proativa."

David Israelite, presidente da National Music Publishers's Association, também manifestou sua preocupação.

"O uso não autorizado de letra e tablatura retira do compositor a capacidade de ganhar para sobreviver, e isso não é diferente de roubar", disse ele.

"Os divulgadores de música e compositores vão avaliar todos os recursos legais para acabar com esse comportamento ilegal."

A campanha se segue à retirada forçada da internet da PearLyrics, software de busca de letras, por uma empresa de divulgação de música, a Warner Chappell.

Sem alternativa

A PearLyrics funcionava junto com a iTunes da Apple, como busca na internet para encontrar letras de música da coleção de um usuário.

"Eu simplesmente não vejo por que a PearLyrics infringiria o direito autoral da Warner Chappell, porque tudo o que estou fazendo é buscar sites disponíveis publicamente", disse Walter Ritter, que desenvolveu a PearLyrics.

"Seria diferente se eles tivessem um serviço alternativo que também fornecesse as letras online e integrasse (com o iTunes), como fazia a PearLyrics."

"Mas eles não oferecem nada assim."

A Warner Chappell não retornou os contatos da reportagem.

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