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Atualizado às: 07 de dezembro, 2005 - 15h34 GMT (13h34 Brasília)
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Recuperação da camada de ozônio 'vai demorar mais'

Foto: Nasa
O 'buraco' na camada de ozônio sobre a Antártida é um dos maiores já registrados
Cientistas anunciaram numa conferência nos Estados Unidos que pode levar muito mais tempo do que o esperado para que o buraco na camada de ozônio sobre a Antártida seja revertido.

Os mais recentes modelos prevêem que a camada protetora de gás na estratosfera não vai se recompor até o ano de 2065. É mais de uma década além do que se acreditava anteriormente.

"As reservas de substâncias químicas prejudiciais à camada de ozônio que são encontradas em geladeiras e aparelhos de ar condicionado antigos podem ser maiores do que se acreditava e, se persistir essa tendência, a previsão da recuperação da camada de ozônio para 2050 pode ter que ser revista", disse Dale Hurst, da Administração Nacional Atmosférica e Oceânica dos Estados Unidos (Noaa, em inglês).

Hurst fez essa declaração nesta terça-feira em encontro da União Geofísica Americana, realizado em São Francisco, na Califórnia, ao anunciar dados obtidos de vôos de prospecção no espaço aéreo dos Estados Unidos e do Canadá para recolher amostras de atmosfera.

Protocolo

Os dados coletados nos vôos constataram a presença de compostos que fazem parte do grupo de halônios.

A produção desses compostos, assim como dos chamados clorofluorcarbonetos (CFCs) foi restringida pelo Protocolo de Montreal, que entrou em vigor em 1987.

Mas a queda acentuada no nível de emissões globais vista nos primeiros anos de vigência do tratado agora não está ocorrendo.

Isso deixou claro, por exemplo, que alguns CFCs que deveriam já ter sido abandonados nos países desenvolvidos a esta altura, ainda são amplamente usados.

O ozônio é uma molécula composta de três átomos de oxigênio. Ele filtra a radiação ultravioleta emitida pelo Sol, que é prejudicial aos seres humanos.

O gás é produzido constantemente e destruído na estratosfera, a uma altitude de 30 quilômetros. Em uma atmosfera não-poluída, este ciclo de produção e decomposição mantém um equilíbrio.

Neste ano, o buraco na camada de ozônio da Antártida está entre os maiores já registrados, cobrindo uma área de cerca de 26 milhões de quilômetros quadrados.

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