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Atualizado às: 08 de dezembro, 2005 - 08h24 GMT (06h24 Brasília)
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Primeiro repórter a chegar ao Dakota relembra cena

JOhn Lennon e Yoko Ono na capa da revista Rolling Stone
Para repórter, perder Lennon foi como perder JFK
O repórter da BBC Tom Brook foi o primeiro jornalista a chegar ao local onde John Lennon foi assassinado em 8 de dezembro de 1980.

Foi de uma cabine telefônica perto do edifício Dakota, onde o ex-Beatle morava e onde recebeu os quatro disparos de Mark David Chapman, que Brooke transmitiu os primeiros boletins descrevendo a consternação dos fãs incrédulos que iam se aglomerando no local.

No relato a seguir, Brook descreve o que ele chama de "cena surreal" que se instalou na frente do edifício de Lennon e sua própria dificuldade de relatar um fato que também era pessoalmente doloroso para ele.

"Na noite de 8 de dezembro de 1980, eu estava na minha casa, no centro de Manhattan, quando recebi uma chamada telefônica de um colega que me contou que havia escutado um rumor sobre um tiroteio no edifício Dakota e que era possível que John Lennon estivesse ferido.

Na hora, peguei o meu gravador, o meu bloco de anotações e um radinho. Saí na rua e chamei um táxi.

Levei dez minutos para percorrer os quase cinco quilômetros até o edifício onde morava Lennon. Assim que cheguei, percebi que algo horrível tinha acontecido.

Um grupo de umas 20 pessoas estava concentrado na entrada do edifício.

Eles estavam agitados e confusos. Disseram que, de fato, havia ocorrido um tiroteio, que achavam que John Lennon era a vítima e que ele havia sido levado ao hospital Roosevelt pela polícia.

Pouco depois pude escutar no meu radinho um boletim que dizia que Lennon havia morrido.

Em uma questão de horas, o edifício Dakota se transformou em um santuário improvisado.

Fãs incrédulos, a maioria deles aos prantos, estavam do lado de fora e enchiam a rua com velas.

Falei com eles, gravei alguns comentários. De fato, eu me lembro de uma mulher que estava rodeada por um grupo que cantava Give Peace a Chance. Ela me disse que a morte de Lennon significava um duro golpe para ela. Um chute no estômago, nas suas palavras.

Pessoalmente, eu não tive tempo de responder emocionalmente, pelo menos em princípio. O que fiz foi correr ao telefone mais próximo para começar a enviar boletins para a BBC.

Agora, quando olho para trás, relatar a morte de Lennon não foi difícil do ponto de vista mecânico. A única coisa que tive de fazer foi descrever a cena surreal que havia do lado de fora do Dakota.

O que foi mais difícil foi poder controlar as minhas emoções.

Eu cresci com a música de Lennon. Eu era um fã. E de uma hora para a outra me dei conta de quão impactante era a notícia.

O fato começou a me tocar tão forte quanto aos fãs que eu estava descrevendo na rua e aos britânicos que me escutavam pelo rádio.

Para a geração dos meus pais, o assassinato do presidente americano John Kennedy, em 1963, foi um choque. Para os que, como eu, cresceram com Lennon, a sua morte significou muito mais.

66Em imagens
A trajetória de John Lennon, que morreu há 25 anos.
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