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Dia de Combate à Aids expõe diferenças na luta contra a doença | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O Dia Mundial de Combate à Aids, celebrado nesta quinta-feira, expôs as diferenças de como cada país acredita que o avanço da doença deve ser contido. A Suazilândia, país com maior índice de infecção por Aids, cancelou os eventos marcados para este Dia Mundial porque o rei do país, Mswati, alegou ter outros compromissos. Na África do Sul, a ministra da Saúde, Manto Tshabalala-Msimang, se recusou a endossar o uso de antiretrovirais. Ela disse que, se até mesmo ela um dia for infectada pelo vírus, pode usar suplementos alimentares e a medicina tradicional como tratamento. Ativistas disseram que vão entrar com uma ação contra a ministra, após os comentários. Nos Estados Unidos, o presidente do país, George W. Bush, novamente afirmou que a abstinência sexual tem um papel importante na luta contra a Aids. Já a União Européia enfatizou a importância do uso de preservativos e a necessidade de medidas efetivas para prevenir a doença. Contribuições A Organização Mundial de Saúde (OMS) adicionou, nesta quinta-feira, dois novos antiretrovirais à lista de medicamentos aprovados. O primeiro-ministro da Índia, Manmohan Singh, pediu que as pessoas deixem suas inibições de lado e comecem a discutir sexo com o objetivo de aumentar a consciência de todos sobre a doença. Na África, Lesoto lançou o primeiro programa mundial de testes do vírus HIV a ser realizado de casa em casa. Na Nigéria, o presidente Olusegun Obasanjo fez cooper com soropositivos pela manhã. O artesão Mufu Abedajo observava pela janela de sua casa. "Como acredito que eu não seja infectado, não sei por que eu deveria participar", disse ele à agência de notícias Associated Press. "Se eu for, as pessoas vão achar que eu tenho a doença." Metas Também para marcar este Dia Mundial, a Unaids, o órgão da ONU responsável pelo combate à Aids, cobrou o compromisso assinado por todos os países integrantes da ONU de enfrentar a doença, com a meta de chegar a 2010 com tratamento efetivo disponível para todos os soropositivos. Em uma mensagem, o diretor-executivo da Unaids, Peter Piot, alertou que o mundo precisa reconhecer a ameaça da Aids e dar uma resposta à altura. Segundo Piot, a alternativa seria aceitar que os esforços internacionais jamais vão alcançar a velocidade com que a doença infecta e mata pacientes. "Precisamos fazer o que for preciso para acelerar o ritmo do desenvolvimento de tecnologias de prevenção da doença entre as mulheres, novas gerações de tratamentos efetivos e uma vacina contra o HIV." Piot acha que é preciso se concentrar nos fatores que ainda contribuem para a expansão do vírus, como desigualdades sociais e entre os sexos. O diretor-executivo da Unaids disse ainda que, depois de quase 25 anos convivendo com a Aids, o mundo aprendeu algumas lições, entre elas a de que investimento apropriado pode quebrar o ciclo de novas infecções e ajudar os pacientes a viver melhor e por mais tempo. "Mudanças como o aumento do uso de preservativos, o atraso da primeira experiência sexual e um menor número de parceiros sexuais tiveram papel chave no declínio", completou Piot. Mesmo assim, hoje há 40,5 milhões de soropositivos no mundo, o maior número de pessoas infectadas ao mesmo tempo desde o surgimento da doença. Ao todo, mais de 20 milhões de pessoas já morreram em consequência da Aids, desde o surgimento da doença. |
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