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Em Israel, Alckmin 'vende' São Paulo a empresários | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, reuniu-se nesta quinta-feira em Israel com empresários e membros do governo local para buscar investimentos no Estado. De olho no potencial do mercado israelense, principalmente na área de alta tecnologia, Alckmin está em Israel para participar da Conferência de Comércio e Cooperação Internacional, em Tel Aviv, patrocinada pelo governo do primeiro-ministro Ariel Sharon. Em palestra a centenas de empresários e representantes de todos os continentes, o governador fez uma exposição salientando o grande potencial do Estado de São Paulo. O total do comércio anual entre o Brasil e Israel é de US$ 715 milhões, dos quais US$ 500 milhões são produtos israelenses vendidos ao Brasil e apenas US$ 215 milhões de exportações brasileiras. Pólo exportador De acordo com Alckmin, há 140 empresas israelenses operando em São Paulo, a maior parte delas nas áreas de alta tecnologia e agricultura (irrigação e fertilizantes). "São Paulo está se consolidando como uma importante plataforma exportadora", disse Alckmin. "As nossas exportações aumentaram de US$ 20 bilhões para US$ 37 bilhões em apenas 33 meses, e cada bilhão de dólares gera cerca de 60 mil empregos". "Viemos a esta conferência porque temos interesse de conquistar novos mercados e trabalhar para conquistar terceiros mercados. São Paulo e Israel podem ser parceiros na busca de terceiros mercados." "Também temos interesse em incentivar novos investimentos nas áreas de agro-negócios e na área da exportação do etanol, e aumentar a cooperação científica." "Tanto São Paulo quanto Israel têm a vocação para a alta tecnologia, portanto há um grande potencial de cooperação que pode ser explorado", resumiu o governador. Na sexta feira Alckmin deve visitar o Museu do Holocausto e a Cidade Velha, em Jerusalém, e no mesmo dia deverá partir para a Índia, onde representará o Brasil na abertura da Feira Internacional de Comercio. Embargo à carne Alckmin também se encontrou nesta quinta-feira com o ministro das Relações Exteriores de Israel, Silvan Shalom, e tem mais um encontro marcado com o ministro das Finanças, Ehud Olmert. Segundo Alckmin, um dos principais temas da conversa com Shalom foi o embargo que Israel decretou à importação da carne brasileira após o aparecimento de um foco de febre aftosa no Mato Grosso do Sul. O embargo à importação da carne brasileira por Israel coloca em risco uma entrada de cerca de US$ 30 milhões. Alckmin tenta convencer as autoridades israelenses a limitarem o embargo somente às áreas atingidas pela febre aftosa. "Eu disse ao ministro que o Brasil é um pais grande e já decretamos as barreiras sanitárias nas áreas atingidas pela doença", disse o governador. "Não há razão para um embargo generalizado." "São Paulo exporta 70% da carne e até agora não houve nenhum caso de febre aftosa em nosso Estado", acrescentou Alckmin. |
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