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Diferenças raciais 'matam 84 mil nos EUA', dizem médicos | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Cerca de 84 mil pessoas morrem todos os anos nos Estados Unidos por causa das diferenças no estado de saúde de brancos e negros, dizem dois conhecidos médicos americanos em artigo publicado no British Medical Journal. Ernest Moy e David Atkins, da Agência para Pesquisa e Qualidade da Saúde, escrevem na publicação científica que a desigualdade racial é responsável por "um virtual furacão Katrina toda semana". Foi justamente o Katrina, que mostrou a pobreza no sul dos Estados Unidos, que ressuscitou o debate sobre a discriminação racial no país. Segundo os especialistas, apesar de décadas de avanços médicos, crescimento econômico e progressos em questões raciais, o problema ainda existe e afeta todo o país. Para Atkins e Moy, essa disparidade se traduz em maiores índices de diabetes, doenças cardíacas, câncer, Aids e abuso de álcool e drogas. Os médicos dizem que os mesmos fatores que deixaram a população de Nova Orleans mais exposta ao Katrina – desemprego, pobreza, negligência e alienação – contribuem para as diferenças na saúde de grupos pobres e minorias. Segundo os médicos, faz anos que os Estados Unidos precisam de um plano para proteger a Costa do Golfo de tempestades e furacões. Os especialistas defendem que a experiência do Katrina deve ser usada como uma lição para o resto do país. |
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