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Brasileiros fazem manifestação contra armas em Londres | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Cerca de 50 pessoas, entre brasileiros e estrangeiros, fizeram uma manifestação em frente à embaixada do Brasil em Londres a favor do "sim" no referendo do dia 23 de outubro que pode determinar a proibição do comércio de armas de fogo no País. A manifestação contou com a participação de representantes de organizações como a Oxfam e a IANSA (International Action Network on Small Arms), ambas a favor do controle de armas no mundo. "O Brasil é um país de grande influência no cenário internacional. O mundo inteiro está atento ao referendo", disse Marcia Walker, ativista da Oxfam. Segundo Rebecca Peterson, representante da IANSA, que também participou do ato, o objetivo das duas organizações é manifestar apoio ao referendo e corrigir informações mentirosas divulgadas no Brasil pelo lobby a favor do comércio de armas. "Já divulgaram que o crime com armas de fogo não caiu na Austrália depois da proibição 10 anos atrás. Isso é apenas uma das inúmeras mentiras divulgadas pelo lobby a favor das armas no Brasil", disse. "Sou australiana e conheço a situação do meu país", acrescentou. Peterson disse ainda que a avaliação negativa do impacto da proibição na Grã-Bretanha, decretada em 1997, é incompleta. "Houve sim uma queda do número de crimes com as armas que foram proibidas e aumento do crime com outras armas. Nosso objetivo é pressionar o governo para que a proibição inclua mais armas", disse. "É preciso ampliar a abrangência da lei britânica", concluiu. Ela admitiu, no entanto, que apenas a proibição das armas não resolverá o problema da violência no Brasil. "É um primeiro passo, mas, obviamente, é também preciso reformar a polícia, o judiciário e resolver problemas sociais que estão por trás do crime", afirmou. |
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