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Atualizado às: 19 de setembro, 2005 - 10h07 GMT (07h07 Brasília)
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'La Nación': Argentina quer acordo com FMI sem o desemprego do Brasil
O diário argentino La Nación diz que o governo do país quer fazer um acordo com o Fundo Monetário Internacional (FMI) com menos ênfase no controle da inflação para evitar estagnação da economia e aumento do desemprego, como acontece no Brasil e no México.

"A filosofia do governo indica que é preferível algum aumento de preços do que uma desaleceração do crescimento e da geração de emprego, como está acontecendo no México e no Brasil, dois países que cresceram este ano menos do que o previsto porque se concentraram na luta antiinflacionária", diz o jornal.

Segundo o La Nación, o ministro da Economia da Argentina, Roberto Lavagna, vai para a reunião anual do FMI nesta quinta-feira a fim de "abrir caminho para chegar a um acordo de refinanciamento dos compromissos com o organismo".

O acordo da Argentina com o Fundo está suspenso desde abril de 2004, e há diferenças entre o que quer o país e a instituição, de acordo com o jornal.

Entre elas, a meta de superávit primário (resultado do orçamento sem contar gastos e receitas financeiras), que o FMI quer que seja mais elevada, de acordo com o La Nación.

Eleição 'fatal'

As eleições na Alemanha dominam as primeiras páginas dos principais jornais internacionais.

A imprensa alemã avalia que a vitória apertada do partido União Cristã Democrata (CDU) de Angela Merkel é ruim para ela e para a proposta de reformas econômicas no país.

"Uma campanha eleitoral extraordinária acabou com um resultado fatal para a Alemanha", diz o diário financeiro Handelsblatt.

Segundo o diário, ao dar ao CDU uma maioria de apenas três cadeiras, os eleitores fizeram dele o maior partido, mas lhe negaram um madato claro para reformas.

Para muitos jornais alemães, o resultado é uma derrota pessoal para Merkel.

O Berliner Zeitung diz que a vitória parecia "estar no bolso" há algumas semanas, mas Merkel "não conseguiu" e perdeu sua oportunidade.

O Sueddeutsche Zeitung descreve o resultado da eleição como "o começo do fim do governo de Angela Merkel antes mesmo de começar".

Para alguns jornais de fora do país, o chanceler Gerhard Schröder é o vitorioso das eleições.

Para o jornal El Periodico, de Barcelona, independentemente de quem formar o governo, o resultado é "uma derrota pessoal" de Merkel e uma "vitória" para Schröder e o seu Partido Social Democrata (SPD).

Já o jornal El Mundo, de Madri, diz que, "mais uma vez o líder social-democrata conseguiu escapar do desastre que as pesquisas previam".

O diário parisiense Liberatión avalia que a Alemanha enfrenta um impasse, com os principais partidos à mercê de grupos menores.

"A Alemanha está entrando para o clube de países em que a capacidade de manifestantes e radicais de provocar perturbações paralisa políticas de longo prazo", diz o jornal.

China vs. EUA

Os interesses da China e dos Estados Unidos entram em choque na América Latina, segundo artigo de Marc Chandler, diretor da consultoria americana Terra K Partners, publicado pelo jornal Financial Times.

Para ele, a China pode ser prejudicial aos países da região.

"O enfoque da China vai tender a perpetuar o tradicional modelo econômico frágil que depende da produção de commodities", diz o analista.

Ele também afirma que o maior envolvimento chinês pode "exacerbar" a corrupção na região.

Apesar de o Brasil ter superávit comercial com a China, as exportações de manufaturados da China para o Brasil estão aumentando em ritmo mais rápido do que as exportações de commodities brasileiras, segundo Chandler.

Ele chama a atenção para pesquisas recentes que mostram os níveis de corrupção no Brasil e as posições semelhantes que China e Brasil ocupam na classificação da ONG Transparência Internacional.

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