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Meirelles diz que existe tendência de redução dos juros | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O presidente do Banco Central (BC), Henrique Meirelles, disse nesta terça-feira em Nova York que "existe hoje uma tendência de redução dos prêmios de risco (juros)" da economia brasileira. Indagado sobre declarações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva de que gostaria de ver taxas de juros mais baixas, Meirelles disse que “não só o presidente Lula, mas todos nós gostaríamos de conviver com taxas mais baixas”. "O BC toma a decisão tecnicamente correta. Não vou falar mais disso por uma questão de governança, uma vez que a ata do Copom (Comitê de Política Monetária) será publicada na próxima quinta-feira.” Meirelles disse que as altas taxas de juros são uma “conseqüência direta” da relação entre a dívida e o PIB (Produto Interno Bruto), que fechou na casa de 50,9% no último mês de junho. O presidente do BC observou que esta é uma taxa ainda muito alta, mas que ela vem caindo nos últimos tempos. Em setembro de 2002, no auge da crise cambial que precedeu a eleição de Lula, a relação entre a dívida líquida pública e o PIB alcançou 62%. Vantagem da crise Questionado numa entrevista coletiva sobre os efeitos da crise política sobre a economia, Meirelles afirmou que a crise é "certamente um dado extremamente negativo", mas, por outro lado, segundo ele, serve para mostrar a menor vulnerabilidade da economia brasileira. "Um lado mais positivo é o fato que isso mostra que o país tem capacidade de enfrentar essas crises porque tem uma economia menos vulnerável que no passado." Ao comentar a possibilidade de que a crise venha a adiar decisões de investidores e empresários, Meirelles disse que até agora “os indicadores cotinuam positivos, as vendas continuam a crescer. O Brasil já saiu da fase de entrar numa crise de balanço de pagamentos, mas é claro que quanto mais rápido a crise passar, melhor.” Horas antes, diante de uma platéia de investidores em Nova York, ele havia declarado que a "economia brasileira nunca foi tão resistente". "A consistência da política econômica do governo tem possibilitado ao Brasil uma performance positiva mesmo em tempos de adversidades." Em relação à afirmação feita na semana passada pelo ministro da Fazenda, Antonio Palocci, de que a economia brasileira poderia crescer até 5% em 2006, Meirelles disse que o BC ainda não tem uma projeção oficial de crescimento para o ano que vem. Para 2005, o presidente do Banco Central reafirmou a previsão de 3,4%. Quando questionado sobre a possibilidade de o BC modificar as normas do sistema financeiro para prevenir crimes como os que têm sido revelados pelo chamado escândalo do Mensalão, Meirelles afirmou que o BC tem mantido uma “fiscalização rigorosa e que muito daquilo que está sendo revelado é resultado de mudanças normativas que ocorreram durante esta administração”. |
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