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Rússia e China iniciam exercícios militares inéditos | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
As forças armadas da Rússia e da China iniciaram nesta quinta-feira exercícios conjuntos inéditos envolvendo unidades aéreas, terrestres e marítimas. Os exercícios, que vão durar oito dias, mobilizam cerca de dez mil militares e começaram na costa do Pacífico da Rússia, na cidade russa de Vladivostok. Representantes dos dois países se reuniram em Vladivostok para acertar os detalhes dos exercícios, que também devem envolver áreas na Província de Shandong, na China. De acordo com o analista da BBC Nick Childs, a realização do treinamento conjunto marca um passo importante para os dois países, já que demonstram na prática que os dois países formaram uma nova aliança estratégica - depois de anos de tensão. Durante os exercícios, que estão sendo chamados de "Missão de Paz 2005", fuzileiros navais vão invadir praias e pára-quedistas vão invadir um país imaginário, palco de instabilidade política. Os exercícios estariam sendo acompanhados de perto pelos Estados Unidos, que regularmente denunciam o fato de que a China está aumentando sua capacidade militar. No entanto, de acordo com Childs, as autoridades americanas insistem que os exercícios não são motivo para preocupação. Taiwan, o território com governo independente que a China ainda considera uma de suas províncias, também estaria acompanhando com grande interesse as manobras militares - ainda temendo a possibilidade de que Pequim possa adotar, no futuro, uma alternativa militar para retomar o controle sobre a ilha. |
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