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Londres vive maior operação policial desde 2ª Guerra | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Londres viveu nesta quinta-feira a maior operação policial na história da capital britânica desde a Segunda Guerra Mundial. Um total de 6 mil policiais patrulhou as ruas da cidade, estações de metrô e locais considerados estratégicos a fim de evitar novos ataques, exatamente um mês após a série de atentados que matou 56 pessoas na cidade. Além de oficiais que já atuam em Londres, o policiamento foi reforçado com policiais de outras cidades do país. O policiamento ostensivo visa transmitir segurança às pessoas, enquanto policiais à paisana se misturaram aos usuários dos sistemas de metrô e de ônibus para tentar flagrar qualquer eventual ataque. Além de marcar exatamente quatro semanas dos ataques de 7 de julho, nesta quinta-feira também se completam duas semanas dos atentados frustrados de 21 de julho na capital britânica. Metrô A linha de metrô Piccadilly, que estava fechada desde os primeiros ataques, foi reaberta nesta quinta-feira. Com isso, segundo o órgão de gestão do sistema metroviário londrino, todas as estações da cidade estão em operação no momento. Apesar de haver retomado seu pleno funcionamento, o metrô registrou um declínio em seu número de passageiros desde os atentados. Segundo informações do órgão de gestão metroviário, o número de passageiros no fim de semana teve uma queda de cerca de 30%. A queda durante a semana oscilou entre 5% e 15%. O comissário-assistente de polícia, Tarique Ghaffur, disse que outras investigações que a polícia britânica está realizando estão sendo afetadas pela prioridade dada ao caso dos ataques com bombas em Londres. Segundo ele, uma grande quantidade de detetives foi deslocada para trabalhar nesta investigação, o que faz com que outras apurações de casos de homicídios demorem mais para ser concluídas. A investigação dos ataques a bomba também motivou a convocação de agentes de fora de Londres, e policiais que haviam se aposentado foram convencidos a voltar ao trabalho. Suspeito na Itália Na Itália, foi marcada para o próximo dia 17 uma audiência judicial para avaliar o pedido britânico de extradição de Hamdi Issac, também conhecido como Osman Hussain, que é acusado de envolvimento em um ataque frustrado à estação de metrô de Shepherd's Bush, no dia 21 de julho. Analistas dizem que o assunto é delicado, pois as autoridades italianas estudam a possibilidade de que ele seja julgado no próprio país por acusações de terrorismo. Mas a polícia londrina quer acelerar sua volta à Grã-Bretanha por meio de um novo sistema de mandados de prisão em vigor na União Européia. Para analistas, o fato de que a audiência foi marcada para um prazo que não é longo pode indicar que as autoridades italianas estão dispostas a levar o caso em frente. |
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