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Atualizado às: 03 de agosto, 2005 - 17h00 GMT (14h00 Brasília)
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Bíblia mais antiga do mundo será colocada na web
O Livro de Esther no Codex Sinaiticus
O Codex Sinaiticus é escrito em grego arcaico
A mais antiga Bíblia existente no mundo deve ser colocada na internet por uma equipe de especialistas da Europa, do Egito e da Rússia.

O trabalho de digitalização do manuscrito, conhecido como Codex Sinaiticus, já está sendo feito.

Acredita-se que o Codex Sinaiticus, escrito em grego arcaico, seja uma das 50 cópias das Escrituras encomendadas pelo imperador romano Constantino depois que ele se converteu ao cristianismo.

A Bíblia, cuja maior parte está na Biblioteca Britânica, em Londres, data do século 4.

"É um manuscrito muito especial, diferente de todos os outros", diz Scot McKendrick, chefe do Departamento de Manuscritos Medievais e Antigos da Biblioteca Britânica. "Em cada página, existem textos colocados em quatro colunas, e isso é muito diferente."

Roubo

O projeto de digitalização é muito significativo por causa da raridade e da importância do manuscrito.

O documento original é tão precioso que foi visto por apenas quatro estudiosos nos últimos 20 anos.

O Codex Sinaiticus contém algumas passagens do Antigo Testamento e todas as do Novo Testamento. Ele foi escrito no mosteiro de Santa Catarina, perto do monte Sinai, no Egito.

O documento ficou no local até metade do século 19, quando um estudioso alemão, Constantin von Tischendorf, levou partes do manuscrito para a Alemanha e para a Rússia.

O monastério considera que o Codex foi roubado de seus aposentos.

O Codex agora está dividido em quatro partes. A maior delas - 347 de suas 400 páginas - está na Biblioteca Britânica. As outras estão na biblioteca da Universidade de Leipzig (Alemanha), na biblioteca nacional da Rússia, em São Petersburgo, e no próprio monastério.

Internet

As quatro instituições estão trabalhando em conjunto para digitalizar todo o texto. Elas também estão usando uma técnica, conhecida como captura de imagem hiperespectral, para fotografar o documento com o objetivo de revelar textos apagados ou obscurecidos com o tempo.

Segundo Lawrence Pordez, da Biblioteca Britânica, o processo "não envolve substâncias químicas".

McKendrick estima que serão necessários cerca de quatro anos até que o Codex completo seja colocado na rede.

Esse tempo será usado para "fotografar o manuscrito, conservá-lo, transcrevê-lo e transformá-lo para um formato eletrônico".

A Biblioteca Britânica também vai criar um site para disponibilizar o manuscrito ao público.

"O site vai apresentar o manuscrito assim como ele é e também interpretações do mesmo para diferentes leitores – desde estudiosos até pessoas que não são especializadas no assunto, mas têm curiosidade de ver o documento e entendê-lo", diz McKendrick.

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