|
Quênia apela para atletas ficarem no país | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O presidente do Quênia, Mwai Kibaki, fez um apelo aos atletas para não deixarem mais o país para receberem maiores salários em nações ricas. Nos últimos dois anos, cerca de 40 corredores profissionais mudaram de nacionalidade, especialmente para os países ricos do Golfo. No Campeonato Mundial que começa neste sábado em Helsinki, na Finlândia, até 15 quenianos – que estabeleceram uma reputação como os melhores corredores do mundo – estarão representando outros países. Ao fazer o apelo, Kibaki pediu que os atletas coloquem o patriotismo acima de tudo e resistam à tentação de vestir a camisa de outro país por ganhos financeiros. Desertor campeão O "desertor" mais proeminente é o corredor Saif Saeed Shaheen, antes conhecido no Quênia como Stephen Cherono e que agora corre pelo Catar. Campeão e recordista mundial da prova de obstáculos, o queniano recebe um pagamento mensal vitalício de 5 mil dólares, além de US$ 250 mil se ganhar uma medalha de ouro ou olímpica. A pobreza do Quênia é tida como a principal razão para as deserções, mas alguns atletas também se queixam da falta de reconhecimento no seu próprio país e das dificuldades de serem selecionados para a equipe de elite queniana. As autoridades já ameaçaram banir desertores que treinem no Quênia. A Associação Internacional das Federações de Atletismo, entidade reguladora do esporte, também deverá anunciar em breve uma nova regra pela qual os atletas terão de esperar três anos do momento em que trocam de cidadania até competirem pelo país adotado. |
| |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||