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Militantes mudam tática e fazem ataques a pé no Iraque | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Os ataques realizados no Iraque no fim de semana, que mataram mais de 130 pessoas no total, demonstram uma mudança na tática dos insurgentes. A mudança ocorre em um momento em que os Estados Unidos afirmam estarem tendo maior sucesso no combate, por exemplo, a explosões de carros-bomba. O foco da campanha americana é em Bagdá. Os militares americanos descobriram que os carros-bomba são preparados não muito longe de onde eles explodem, para evitar serem desarmados. Então, a inteligência americana passou a se concentrar em descobrir onde os carros são montados – além de aumentar o patrulhamento nas áreas mais vulneráveis. Isso levou os militantes a mudarem a sua estratégia. Agora, alguns suicidas são enviados a pé, com os explosivos em volta de suas cinturas – atacando os mesmos alvos antes atingidos por carros-bomba. A violência do fim de semana deixou a nova tática evidente. Em Musayyib (sul do Iraque) no sábado, o homem-bomba responsável pelo ataque que matou sozinho 90 pessoas, se explodiu perto de um caminhão de gasolina e de uma mesquita. Mais de 150 pessoas teriam ficado feridas no episódio. No domingo, a violência se intensificou quando ao menos 15 pessoas foram mortas e 39 ficaram feridas após quatro atentados suicidas cometidos em três bairros de Bagdá e Mahmudiya, a 30 quilômetros ao sul da capital. Na sexta-feira, em Bagdá, dez homens-bomba haviam matado pelo menos 32 pessoas. O ex-primeiro-ministro iraquiano Iyad Allawi afirmou à BBC que a onda de violência não será contida apenas com o uso de força bruta. Para Allawi, é necessário que seja aberto um diálogo com insurgentes que estejam dispostos a participar do processo político. |
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