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Explosão da 1ª bomba atômica faz 60 anos | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Faz 60 anos neste sábado que uma bomba atômica explodiu pela primeira vez, em um teste do governo dos Estados Unidos. A explosão foi às 5h29m45s, horário local, no deserto do Novo México, no dia 16 de julho de 1945, e "o mundo inteiro se iluminou". É assim a lembrança do soldado Daniel Yearout, uma das poucas testemunhas vivas da madrugada em que os poderes atômicos foram liberados pela primeira vez. Indagado sobre qual foi seu primeiro pensamento depois do teste, o cientista J. Robert Oppenheimer, um dos principais mentores do projeto da bomba, citou o poema hindu Bhagavad-Gita: "Eu me tornei a morte, o destruidor dos mundos". Oppenheimer e outros cientistas de renome mundial que participaram desse projeto altamente secreto sabiam que, a partir daquele teste, o mundo tinha mudado para sempre. Cidade Para outros envolvidos, como o soldado Yearout, ainda passaria algum tempo até que eles se dessem conta do que realmente tinha acontecido. O mundo só conheceria o segredo no dia 6 de agosto de 1945, quando a cidade japonesa de Hiroshima foi bombardeada. A bomba atômica foi desenvolvida em uma base secreta que o governo dos Estados Unidos construiu na época da 2ª Guerra Mundial, nas montanhas remotas do Novo México. Nessa cidade foi construído o laboratório para desenvolver a arma nuclear que decidiria a 2ª Guerra. Cerca de 8 mil pessoas, entre cientistas e suas famílias, engenheiros, técnicos, militares e pessoal de apoio, moravam na cidade. Eles tinham praticamente desaparecido do resto do mundo, criando sua própria comunidade. Segredo Cada um tinha um papel no projeto, mas poucos conheciam a magnitude do trabalho. "O projeto de Los Alamos foi o maior segredo que já existiu", disse Yearout, que estava baseado na cidade secreta. No dia do teste, a explosão pôde ser vista a 400 quilômetros de distância. Mas para manter o segredo, a mídia foi informada de que tinha ocorrido uma explosão de um depósito de munições de uma base militar nas redondezas. Para Yearout, o projeto ajudou a apressar o fim da guerra, salvando muitas vidas de japoneses e americanos. No entanto, 60 anos depois, ainda é grande o debate sobre a real necessidade de se ter usado a bomba atômica para forçar a rendição do Japão. Alguns cientistas envolvidos no projeto acabaram se tornando ativistas de campanhas contra armas nucleares. "Eu fico feliz por ter visto", disse Yearout. "Mas espero não ver outra." |
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