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Atualizado às: 07 de julho, 2005 - 14h11 GMT (11h11 Brasília)
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Explosões em Londres matam 10 e deixam 150 gravemente feridos
Ônibus destruído por explosão
Ônibus de dois andares foi destruído por explosão no centro de Londres
Uma série de explosões que atingiu estações de metrô e um ônibus na manhã desta quinta-feira em Londres deixou pelo menos dez mortos, segundo o testemunho de um repórter da BBC.

Oficialmente, o número de mortos é de apenas dois, mas um oficial da polícia disse que há pelo menos 150 pessoas gravemente feridas.

O primeiro-ministro britânico, Tony Blair, disse que está claro que foram "atentados terroristas cometidos para interromper a reunião do G8", na Escócia.

Um website islâmico publicou um comunicado, atribuído à rede extremista Al-Qaeda, que assume a autoria dos atentados.

O chefe da polícia de Londres, Ian Blair, disse que não há dúvidas de que se trata de atentados, e afirmou que a bomba que arrancou o teto do ônibus em Tavistock Square explodiu na parte traseira, no andar de cima do ônibus.

Blair deixou a reunião do G8 e voltou à capital britânica, mas afirmou que o encontro vai seguir adiante e que ele deve retornar à Escócia ainda nesta quinta-feira.

"Aqueles engajados em terrorismo devem se dar conta de que nossa determinação em defender nossos valores e nosso modo de vida são maiores do que a determinação deles em matar inocentes em uma tentativa de impor sua visão ao mundo", disse Blair na Escócia.

O plano de emergência para Londres já entrou em vigor.

Feridos

Uma testemunha contou ter visto vários feridos saindo da estação de King's Cross, muitos deles com queimaduras e alguns com ferimentos graves.

Várias ambulâncias foram enviadas para as principais estações de metrô da cidade, e os hospitais só estão atendendo casos de emergência, como lesões nos membros e queimaduras.

O serviço de ambulâncias de Londres convocou veículos adicionais e paramédicos dos arredores da capital britânica para ajudar no tratamento dos feridos.

Alguns dos feridos foram levados para os hospitais em ônibus de dois andares. Outros foram tratados no local das explosões ou em lojas e hotéis nas redondezas.

Também foram usados helicópteros para o transporte de pacientes dentro da capital.

Vários feridos graves foram levados para o hospital de Saint Mary's, em Paddington.

Segundo o diretor-executivo do hospital Julian Nettel, há quatro pessoas em estado crítico, inclusive com a perda de membros do corpo. Outras oito estão em estado grave, e há 14 pessoas com ferimentos leves.

Ele disse ainda que médicos do hospital estão avaliando a situação de entre 40 e 50 pessoas que estão num hotel próximo ao hospital, para onde foram logo depois da explosão em Edgware Road.

Nettel afirmou esperar que muitas vítimas ainda sejam levadas ao hospital Saint Mary's.

Cerca de três milhões de pessoas usam o sistema de metrô londrino diariamente.

Reações

O ministro do Interior, Charles Clarke, disse ao Parlamento que só podia confirmar quatro explosões, "três nas linhas de metrô e uma no ônibus".

O líder da Câmara da Câmara dos Comuns, Geof Hoon, disse aos membros do Parlamento que o governo britânico precisa mostrar àqueles que estão tentando prejudicar a sociedade e democracia britânicas que não vai se deixar intimidar pelas ameaças.

O comissário de Justiça e Segurança da União Européia, Franco Frattini, disse que "este é certamente um atentado coordenado, uma ação estratégica para atingir Londres e - diria eu - todos os países que lutam pela democracia, paz e liberdade, um ataque que atinge a todos nós".

Em Gleneagles, os líderes do G8 divulgaram um comunicado condenando o que foi descrito como "atentados bárbaros".

Falando na Escócia, o presidente americano, George W. Bush, disse que "a guerra contra o terror continua". Ele afirmou que os responsáveis pelos atentados serão encontrados e levados à justiça.

Tony Blair disse que os atentados em Londres foram um ataque contra todos os países do G8 e todas as nações civilizadas.

A rainha britânica Elizabeth 2ª disse que está "profundamente chocada" com as explosões e enviou sua simpatia aos atingidos pelos atentados.

Ela também expressou sua admiração pelo modo como os serviços de emergência estão lidando com as explosões.

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