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Atualizado às: 07 de julho, 2005 - 18h43 GMT (15h43 Brasília)
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Ataques matam 37 e ferem ao menos 700 em Londres
Ônibus destruído por explosão
Ônibus de dois andares foi destruído por explosão no centro de Londres
Aumentou para 37 o número de pessoas mortas nas quatro explosões que atingiram a cidade de Londres nesta quinta-feira, segundo a polícia britânica.

Três explosões atingiram trens do metrô da capital e uma quarta explosão destruiu um ônibus.

As autoridades disseram que o número de mortos ainda pode subir e que pelo menos 700 pessoas ficaram gravemente feridas.

Grande parte do sistema de transportes da cidade ficou paralisado e deve permanecer sem funcionar até a sexta-feira.

Ainda de acordo com a polícia, várias das áreas próximas a onde ocorreram os atentados, no centro da cidade, ficarão fechadas para que sejam realizadas investigações sobre os ataques.

Um website islâmico publicou um comunicado, atribuído à rede extremista Al-Qaeda, que assume a autoria dos atentados.

O chefe da polícia de Londres, Ian Blair, afirmou que a bomba que arrancou o teto do ônibus em Tavistock Square explodiu na parte traseira, no andar de cima do ônibus.

O primeiro-ministro britânico, Tony Blair, disse que está claro que foram "atentados terroristas cometidos para interromper a reunião do G8", na Escócia.

O primeiro-ministro deixou a reunião do G8 e voltou à capital britânica, mas afirmou que o encontro vai seguir adiante e que ele deve retornar à Escócia ainda nesta quinta-feira.

"Aqueles engajados em terrorismo devem se dar conta de que nossa determinação em defender nossos valores e nosso modo de vida são maiores do que a determinação deles em matar inocentes em uma tentativa de impor sua visão ao mundo", disse Blair na Escócia.
O plano de emergência para Londres já entrou em vigor.

Feridos

Uma testemunha contou ter visto vários feridos saindo da estação de King's Cross, muitos deles com queimaduras e alguns com ferimentos graves.

Os hospitais só estão atendendo casos de emergência, como lesões nos membros e queimaduras.

O serviço de ambulâncias de Londres convocou veículos adicionais e paramédicos dos arredores da capital britânica para ajudar no tratamento dos feridos.

Alguns dos feridos foram levados para os hospitais em ônibus de dois andares. Outros foram tratados no local das explosões ou em lojas e hotéis nas redondezas.

Também foram usados helicópteros para o transporte de pacientes dentro da capital.

Vários feridos graves foram levados para o hospital de Saint Mary's, em Paddington.

Segundo o diretor-executivo do hospital Julian Nettel, médicos do hospital estão avaliando a situação de entre 40 e 50 pessoas que estão num hotel próximo ao hospital, para onde foram logo depois da explosão em Edgware Road.

Essa explosão abriu um buraco no túnel do metrô, danificando pelo menos outras duas linhas próximas.

Nettel afirmou esperar que muitas vítimas ainda sejam levadas ao hospital Saint Mary's.

Cerca de três milhões de pessoas usam o sistema de metrô londrino diariamente.

Reações

O líder da Câmara da Câmara dos Comuns, Geof Hoon, disse aos membros do Parlamento que o governo britânico precisa mostrar àqueles que estão tentando prejudicar a sociedade e democracia britânicas que não vai se deixar intimidar pelas ameaças.

O comissário de Justiça e Segurança da União Européia, Franco Frattini, disse que "este é certamente um atentado coordenado, uma ação estratégica para atingir Londres e - diria eu - todos os países que lutam pela democracia, paz e liberdade, um ataque que atinge a todos nós".

Em Gleneagles, os líderes do G8 divulgaram um comunicado condenando o que foi descrito como "atentados bárbaros".

Falando na Escócia, o presidente americano, George W. Bush, disse que "a guerra contra o terror continua". Ele afirmou que os responsáveis pelos atentados serão encontrados e levados à justiça.

Tony Blair disse que os atentados em Londres foram um ataque contra todos os países do G8 e todas as nações civilizadas.

A rainha britânica Elizabeth 2ª disse que está "profundamente chocada" com as explosões e enviou sua simpatia aos atingidos pelos atentados. A bandeira britânica encontra-se a meio mastro em prédios públicos e no Palácio de Buckingham.

A rainha também expressou sua admiração pelo modo como os serviços de emergência estão lidando com as explosões.

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