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Brasil entra em campo contra Argentina falando em vitória | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A CBF diz que o confronto está empatado, com 33 vitórias para cada lado. Mas a Associação Argentina de Futebol apresenta outros números, em que os argentinos estão na frente com 37 vitórias contra 33 do Brasil. As duas federações só concordam no número de empates: 22. A final da Copa das Confederações, nesta quarta-feira, além de valer o título da competição, significa também mais um assalto da disputa entre Brasil e Argentina. Mesmo sem querer tocar no assunto "revanche" – apesar de que o último confronto foi vencido pelos argentinos por 3 a 1, pelas Eliminatórias de 2006, há três semanas -, a Seleção Brasileira entra em campo só falando em vitória. E sempre há espaço para as ironias. “Quando a Argentina fala que o Brasil é o melhor do mundo, tem algo errado aí", disse o meia Kaká, ao saber por jornalistas que jogadores argentinos tinham feito declarações neste sentido. "Isso tem que ser examinado. Não acredito que seja verdade.” Mistério Enquanto o técnico Carlos Alberto Parreira anunciou na segunda-feira à noite a escalação do Brasil para a final, o técnico argentino, José Pekerman, faz mistério. A seleção brasileira joga com Dida; Cicinho, Lúcio, Roque Júnior e Gilberto; Émerson, Zé Roberto, Kaká e Ronaldinho Gaúcho, Robinho e Adriano. Já a Argentina até trocou o horário de seu treinamento para manter o mistério. O treino argentino havia sido marcado para uma hora antes do brasileiro na terça-feira. No entanto, sem qualquer explicação a Argentina resolveu treinar depois do Brasil. O treinador argentino só deixou que a imprensa acompanhasse o final do treinamento. Para completar, não deu pistas sobre como a equipe vai entrar em campo, mas disse que a partida será complicada. “Só vou divulgar a escalação antes da partida. Nem os jogadores sabem quem vai jogar”, disse Pekerman após o último treino antes da final. Na guerra de palavras antes da decisão do título, cada lado tenta impor sua opinião. Parreira rejeitou a hipótese de a partida ser uma revanche, argumentando que uma final é diferente de um jogo das eliminatórias “que não valia muito para as duas equipes”. Ronaldinho e Riquelme Já o treinador argentino disse que todas as partidas são diferentes, independentemente da importância ou não da competição. Para Pekerman, as duas equipes sempre se destacaram pela categoria de seus jogadores. “Argentina e Brasil sempre tiveram jogadores de primeira classe, como Ronaldinho e Riquelme”, disse o técnico. As duas equipes vão entrar em campo com o estádio lotado. Todos os ingressos postos à venda foram vendidos. O Waldstadion tem capacidade para 48 mil torcedores e é o maior de todos os estádios utilizados durante a Copa das Confederações. A Argentina já tem um título da Copa das Confederações conquistado em 1995. Já o Brasil foi campeão em 1997. Da seleção atual, o goleiro Dida e o meia Zé Roberto podem se consagrar bicampeões nesta quarta-feira. |
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