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Atualizado às: 29 de junho, 2005 - 12h07 GMT (09h07 Brasília)
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Brasil entra em campo contra Argentina falando em vitória

Treino da seleção na terça-feira
Brasileiros têm evitado falar em 'revanche' contra os argentinos
A CBF diz que o confronto está empatado, com 33 vitórias para cada lado. Mas a Associação Argentina de Futebol apresenta outros números, em que os argentinos estão na frente com 37 vitórias contra 33 do Brasil.

As duas federações só concordam no número de empates: 22.

A final da Copa das Confederações, nesta quarta-feira, além de valer o título da competição, significa também mais um assalto da disputa entre Brasil e Argentina.

Mesmo sem querer tocar no assunto "revanche" – apesar de que o último confronto foi vencido pelos argentinos por 3 a 1, pelas Eliminatórias de 2006, há três semanas -, a Seleção Brasileira entra em campo só falando em vitória.

E sempre há espaço para as ironias.

“Quando a Argentina fala que o Brasil é o melhor do mundo, tem algo errado aí", disse o meia Kaká, ao saber por jornalistas que jogadores argentinos tinham feito declarações neste sentido.

"Isso tem que ser examinado. Não acredito que seja verdade.”

Mistério

Enquanto o técnico Carlos Alberto Parreira anunciou na segunda-feira à noite a escalação do Brasil para a final, o técnico argentino, José Pekerman, faz mistério.

A seleção brasileira joga com Dida; Cicinho, Lúcio, Roque Júnior e Gilberto; Émerson, Zé Roberto, Kaká e Ronaldinho Gaúcho, Robinho e Adriano.

Já a Argentina até trocou o horário de seu treinamento para manter o mistério.

O treino argentino havia sido marcado para uma hora antes do brasileiro na terça-feira.

No entanto, sem qualquer explicação a Argentina resolveu treinar depois do Brasil.

O treinador argentino só deixou que a imprensa acompanhasse o final do treinamento.

Para completar, não deu pistas sobre como a equipe vai entrar em campo, mas disse que a partida será complicada.

“Só vou divulgar a escalação antes da partida. Nem os jogadores sabem quem vai jogar”, disse Pekerman após o último treino antes da final.

Na guerra de palavras antes da decisão do título, cada lado tenta impor sua opinião.

Parreira rejeitou a hipótese de a partida ser uma revanche, argumentando que uma final é diferente de um jogo das eliminatórias “que não valia muito para as duas equipes”.

Ronaldinho e Riquelme

Já o treinador argentino disse que todas as partidas são diferentes, independentemente da importância ou não da competição.

Para Pekerman, as duas equipes sempre se destacaram pela categoria de seus jogadores.

“Argentina e Brasil sempre tiveram jogadores de primeira classe, como Ronaldinho e Riquelme”, disse o técnico.

As duas equipes vão entrar em campo com o estádio lotado. Todos os ingressos postos à venda foram vendidos.

O Waldstadion tem capacidade para 48 mil torcedores e é o maior de todos os estádios utilizados durante a Copa das Confederações.

A Argentina já tem um título da Copa das Confederações conquistado em 1995.

Já o Brasil foi campeão em 1997.

Da seleção atual, o goleiro Dida e o meia Zé Roberto podem se consagrar bicampeões nesta quarta-feira.

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