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Atualizado às: 24 de junho, 2005 - 22h00 GMT (19h00 Brasília)
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Gilberto Gil inaugura 'Espaço Brasil' em Paris

O ministro Gilberto Gil inaugura o 'Espaço Brasil' em Paris/Foto: Ricardo Esteves
Local concentra atividades culturais do Ano do Brasil na França
O ministro da Cultura, Gilberto Gil, inagurou nesta sexta-feira em Paris o “Espaço Brasil”, considerado o carro-chefe do Ano do Brasil na França.

Uma vasta programação, que inclui exposições de artes plásticas, shows, espetáculos de teatro e dança, além de seminários e rodadas de negócios, será apresentada até 11 de setembro no “Carreau du Temple”, um pavilhão de 2,4 mil metros quadrados no bairro do Marais e tombado pelo patrimônio histórico da França.

O Espaço Brasil consumiu mais da metade do total dos recursos previstos pelo governo brasileiro para esta temporada cultural na França, que atingem R$ 30 milhões. Somente neste evento a Presidência da República investiu R$ 18 milhões.

“O Espaço Brasil é um projeto piloto de grande importância para a promoção da imagem do Brasil no exterior. Além de criar um novo modo de divulgar a cultura brasileira, a iniciativa também tem o objetivo de reforçar as relações comerciais já existentes entre os dois países”, diz André Midani, comissário-geral do Ano do Brasil na França.

Sete Estados

O projeto se inicia com mostras nacionais de arte, que ocorrerão até 17 de julho. A partir do dia 23 do mesmo mês, sete Estados brasileiros (Amazonas, Tocantis, Paraná, Minas Gerais, Espírito Santo, Rio de Janeiro e Pernambuco) ocuparão o espaço com suas próprias programações culturais e realizarão também rodadas de negócios no local.

Segundo o ministro Gilberto Gil, o Espaço Brasil também deverá ser apresentado em outras cidades internacionais.

Convidados vêem exposição na inauguração do 'Espaço Brasil' em Paris/Foto: Ricardo Esteves
Convidados vêem exposição na inauguração do 'Espaço Brasil'

A área interna do pavilhão Carreau du Temple, normalmente ocupada por vendedores de roupas de couro, foi totalmente transformada para abrigar as duas galerias com dois andares, de estilo moderno com fachada de vidro, onde serão apresentadas exposições de arte contemporânea e popular.

Além desses espaços, um palco onde serão realizados shows para até 1,2 mil pessoas, como também um tablado para espetáculos de teatro e dança, numa área com 180 lugares, e salas multimídia (equipadas para divulgar os produtos e serviços dos Estados brasileiros) também foram instalados no Carreau du Temple.

Até quinta-feira, mais de uma centena de pessoas trabalhavam intensamente no local para terminar as obras, que se estenderam durante a noite com autorização da prefeitura de Paris.

O Favela Chic, restaurante brasileiro na moda em Paris, terá um “bar gastronômico” que servirá caipirinhas e outras especialidades do país durante os shows.

O Espaço Brasil tem capacidade para receber 2,5 mil pessoas. Ele será aberto ao público neste sábado. A inaguração nesta sexta-feira pelo ministro Gil e autoridades francesas foi somente para convidados, cerca de 700.

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Pavilhão, no bairro de Marais, tem 2,4 mil metros quadrados

Grandes nomes da MPB, como Zeca Baleiro e Margareth Menezes (que se apresentam neste sábado), Elba Ramalho, Beth Carvalho, Adriana Calcanhoto, Wagner Tiso e Cidade Negra, como também músicos do Projeto Pixinguinha darão shows no Espaço Brasil no mês de julho.

A entrada é franca, mas as pessoas deverão retirar os ingressos antes para que o número de pessoas nos shows (até 1,2 mil) possa ser controlado.

Nesta mostra nacional, há vários outros eventos culturais. A galeria de arte contemporânea do Espaço Brasil apresenta o trabalho do artista plástico mineiro Amílcar de Castro, falecido em 2002. Esta é a primeira vez que suas obras, entre esculturas, pinturas e desenhos, são expostas no exterior.

Na parte superior da galeria, a mostra “Projéteis de Arte Contemporânea” apresenta pinturas, fotos, vídeos e trabalhos multimídia de 13 jovens artistas, selecionados pela Funarte.

A Galeria de Arte Popular apresenta “Kumorõ”, bancos de 17 tribos indígenas da Amazônia, que foram escolhidos pelo seu design moderno, segundo a curadora da exposição, Adélia Borges. São peças esculpidas diretamente na madeira maciça.

Ao lado, dispostas em “prateleiras” gigantes, estão peças de arte popular de artistas de todo o Brasil, como cerca de 20 totens do cearense Nino, cerâmicas do Vale do Jequitinhonha, leões do pernambucano Nuca, bugres de Conceição do Bugre, do Mato Grosso, entre outros.

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